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8 de agosto de 2018

Fenômeno "Terra Estufa."




O que é o fenômeno 'Terra estufa' e por que estamos caminhando para ele, segundo novo estudo.
(Artigo produzido por Matt McGrath para  - BBC News - Londres)












Pode parecer o nome de um filme B de ficção científica, mas cientistas diz que estamos perto de viver na "Terra Estufa".

Pesquisadores dizem que podemos estar próximos a entrar num patamar que nos levará a viver em meio a temperaturas cada vez mais altas e com um nível do mar cada vez mais elevado nos próximos séculos.
Mesmo que os países consigam atingir suas metas de redução de emissão de carbono, ainda assim podemos estar em um "caminho sem volta".

O que é exatamente o fenômeno 'Terra Estufa'?
As atuais ondas de calor na Europa estão ligadas a esse cenário?
Mas não sabíamos desses riscos antes?
Há alguma boa notícia nisso tudo?
O que dizem os outros cientistas?

O estudo, publicado no periódico da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, mostra que isso pode ocorrer caso a temperatura global suba 2ºC acima dos níveis pré-industriais.
Os cientistas envolvidos no trabalho dizem que o aquecimento ocorrido até agora e o que deve provavelmente ocorrer nas próximas décadas podem mudar radicalmente algumas das forças naturais da Terra que hoje nos protegem e transformá-las em nossas inimigas.
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A cada ano, as florestas, oceanos e terra do planeta absorvem cerca de 4,5 bilhões de toneladas de carbono que iriam parar na atmosfera e elevariam a temperatura do planeta. Mas, conforme o mundo se aquece, essas "esponjas" que absorvem carbono podem se tornar fontes de emissão de CO2 e piorar significativamente os problemas do aquecimento global.
Seja o gelo permanente das regiões ao norte do planeta, que guarda milhões de toneladas de gases causadores do efeito estufa, ou a Floresta Amazônica, há o receio de que, conforme nos aproximamos de um patamar de 2ºC acima dos níveis pré-industriais, serão maiores as chances de que esses aliados naturais liberem mais carbono do que hoje absorvem.
Em 2015, governos de todo o mundo se comprometeram em manter a elevação das temperaturas abaixo dos 2ºC - e a trabalhar para manter isso abaixo de 1,5ºC. Mas segundo os autores do estudo, os planos atuais de cortar emissões podem não ser suficientes, caso suas análises estejam corretas.
"O que estamos vendo é que, ao atingir um aquecimento de 2ºC, podemos chegar a um ponto em que o controle desse mecanismo ficará inteiramente nas mãos do planeta em si", diz à BBC News Johan Rockström, coautor do estudo e pesquisador do instituto de pesquisas Stockholm Resilience Centre, na Suécia.
"Nós estamos no controle agora, mas, se ultrapassarmos os 2ºC, veremos o sistema da Terra deixar de ser um amigo para se tornar um inimigo - colocaremos nosso destino nas mãos de um sistema planetário que está começando a se desequilibrar."




Atualmente, as temperaturas globais já aumentaram 1ºC acima dos níveis pré-industriais e estão subindo cerca de 0,17ºC a cada década.
No estudo, os autores analisaram dez sistemas naturais, que eles chamam de "processos de feedback".
Hoje, esses sistemas ajudam a humanidade a evitar os piores impactos das emissões de carbono e o aumento de temperatura e incluem florestas, o gelo do mar do Ártico, hidratos de metano e o fundo do oceano.
A preocupação é que, se um desses sistemas cruzar um limiar e começar a emitir grandes quantidades de CO2 na atmosfera, os outros podem passar a fazer o mesmo como em uma fileira de dominós.
Em poucas palavras, não é nada bom.



De acordo com a pesquisa, a entrada no período de "Terra Estufa" levaria à temperatura global mais alta já enfrentada pelo planeta nos últimos 1,2 milhão de anos.
O clima poderia se estabilizar com uma temperatura de 4ºC a 5ºC acima dos níveis pré-industriais. Graças ao derretimento de gelo, os mares podem se elevar de 10 a 60 metros acima dos níveis de hoje.
Isso significaria que partes da Terra ficariam inabitáveis. Os impactos seriam "massivos, algumas vezes abruptos e com certeza preocupantes", dizem os autores.
O único lado positivo, se é que se pode dizer isso, é que os piores efeitos não seriam sentidos por um século ou dois. Por outro lado, não seria possível fazer nada quanto a isso, uma vez iniciado o processo.
Os autores afirmam que os eventos climáticos extremos que vemos hoje no mundo não podem ser associados diretamente ao risco de ultrapassarmos o patamar de 2ºC.
Mas eles argumentam que isso pode ser uma evidência de que a Terra é mais sensível ao aquecimento do que se pensava antes.
"Devemos aprender com esses eventos e considerá-los uma evidência de como temos de ser mais cautelosos", disse Rockström.
"Isso indica que, se algo assim pode ocorrer com uma elevação de 1ºC, não deveríamos ficar surpresos ou desconsiderar conclusões de que coisas assim podem ocorrer de forma mais abrupta do que imaginávamos."
O que os autores do estudo afirmam é que, até agora, subestimamos o poder e a sensibilidade de sistemas naturais.
As pessoas pensavam que as mudanças climáticas se tornariam uma emergência global com elevações de 3ºC a 4ºC até o fim deste século.
Mas a pesquisa aponta que, acima de 2ºC, há um risco significativo de vermos mudanças drásticas em sistemas naturais que hoje mantêm as temperaturas mais baixas e se transformariam em grandes fontes de carbono que nos colocariam em um "caminho irreversível" rumo a um mundo de 4ºC a 5ºC mais quente do que antes de 1850.
Surpreendentemente, sim! Podemos evitar esse cenário, mas isso exigirá um enorme reajuste na nossa relação com o planeta.
"Mudanças climáticas e outras que ocorram no planeta mostram que nós humanos estamos impactando o sistema da Terra a nível global. Isso significa que, como uma comunidade global, podemos mudar nosso relacionamento com o planeta para influenciar as condições do planeta no futuro", diz a coautora do estudo Katherine Richardson, da Universidade de Copenhague, na Dinamarca.
"Esse estudo identifica alguns fatores que podem ser usados para isso."
Então, não apenas precisaremos parar de usar combustíveis fósseis até o meio desse século como vamos precisar plantar muitas árvores, proteger florestas, pensar em como bloquear raios solares e criar máquinas para retirar carbono do ar.


Os autores afirmam que uma reorientação total de valores humanos, comportamento e tecnologia é necessária. Todos teremos de nos transformar em protetores da Terra.
Alguns afirmam que os autores desse estudo são muito extremistas. Outros afirmam que suas conclusões são perfeitamente válidas.
"Como resultado do impacto humano sobre o clima, a nova pesquisa argumenta que estamos além de qualquer chance da Terra se resfriar 'por conta própria'", diz Phil Williamson, da Universidade de East Anglia, no Reino Unido.
"Juntos, esses efeitos podem acrescentar mais meio grau ao aquecimento até o fim do século, pelo qual seríamos diretamente responsáveis, e, assim, cruzaríamos um limiar em torno de 2ºC, fazendo com que ocorressem mudanças irreversíveis ao planeta."
Outros se preocupam com a fé dos autores de que a humanidade será capaz de entender a gravidade do problema.
"Dadas as evidências na história da humanidade, parece ser uma esperança ingênua", diz Chris Rapley, da University College London, no Reino Unido.
"Em uma época de populismo de direita generalizado, junto com a rejeição das mensagens que partem das chamadas 'elites cosmopolitas' e a negação das mudanças climáticas como uma questão séria, a probabilidade de que a combinação de fatores necessária para que a humanidade leve o planeta rumo a um 'estado intermediário' aceitável é próxima de zero."
(Matt McGrath  -BBC News).

11 de março de 2018

A Inversão dos polos magnéticos da Terra

Inversão dos polos magnéticos da Terra pode ocorrer mais rápido que o imaginado




Sabe-se que a cada 500 mil anos aproximadamente, os polos da Terra se invertem e isso não é novidade. No entanto, um novo estudo mostra que a última reversão foi extremamente rápida e não levou mais de 100 anos para ser completada.

O estudo foi realizado por uma equipe internacional de pesquisadores e demonstrou que a que a última reversão magnética ocorreu há 786 mil anos e aconteceu muito mais rápido do que se supunha. De acordo com o trabalho, a inversão magnética da Terra se deu à razão de 1.8 grau por ano, tempo que poderia ser testemunhado por uma vida humana.
Até agora, os pesquisadores acreditavam que a reversão dos polos acontecia de modo muito mais lento, com alguns modelos estimando em até 1000 anos para ser completada.
De acordo com a teoria atualmente aceita, durante esse processo o campo magnético da Terra passaria por um processo muito lento e gradual de enfraquecimento, seguido de novo fortalecimento, também lento e gradual.

Inversão a caminho
A descoberta, levou alguns geofísicos a prever que uma nova inversão poderá ocorrer dentro de alguns milhares de anos, uma vez que há evidências de que a intensidade do campo magnético da Terra está diminuindo 10 vezes mais rápido do que o normal

A nova descoberta é baseada em medições do alinhamento do campo magnético em camadas de sedimentos de lagos antigos agora expostos na bacia de Sulmona, nos Apeninos, ao leste de Roma.
Naquela região, uma equipe de pesquisadores italianos liderados por Leonardo Sagnotti, ligado ao Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma, mediu as direções do campo magnético gravadas nos sedimentos acumulados no fundo do antigo lago.
Utilizando o método argônio-argônio de datação, a equipe de cientistas observou que uma súbita reversão de 180 graus do campo foi precedida por um período de instabilidade que durou mais de 6.000 anos, intercalados por altos e baixos com intervalos de 2 mil anos. Segundo o estudo, isso ocorreu entre 770 mil e 795 mil anos atrás e durou apenas 100 anos.

Consequências
Apesar da reversão magnética ser um grande evento de escala planetária, conduzida provavelmente pelo convecção no núcleo de ferro da Terra, não há catástrofes documentados associados às reversões ocorridas no passado. No entanto, se ocorresse atualmente, o fenômeno poderia provocar uma série de danos.

Uma vez que o campo magnético da Terra protege a vida contra as partículas energéticas provenientes do Sol e também contra os raios cósmicos, que podem causar mutações genéticas, um enfraquecimento ou perda temporária do campo ante uma reversão permanente poderia aumentar as taxas de câncer. Além disso, redes de distribuição de energia seriam bastante afetadas, uma vez que as tempestades solares teriam um efeito devastador sobre um campo magnético enfraquecido.
Leia mais em http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20141015-113319.inc#QuvX7ovRgJhPItoP.99

26 de outubro de 2017

A Grande Muralha Verde da África Subsaariana



A GRANDE MURALHA VERDE.




A Grande Muralha Verde é a iniciativa africana de se combater os efeitos da mudança climática e a desertificação. Liderada pela União Africana, esta iniciativa tenta transformar a vida de milhões de pessoas criando um grande mosaico de paisagens verdes e produtivas cobrindo aproximadamente 8.000 Km de uma faixa desértica na África Subsaariana, o Sahel, entre o Senegal e a Eritréia no Chifre da África.




Partindo da ideia inicial de uma linha de árvores que atravessasse o deserto de oeste a Leste da África, a visão da Grande Muralha Verde tem evoluído para um mosaico de intervenções dirigidas as populações do Saara e do Sahel. Considerada uma ferramenta de planejamento para o desenvolvimento rural, o objetivo geral destas comunidades sub-regional é fortalecer a resiliência dos habitantes e os ecossistemas mediante o uso de práticas sólidas de gestão de ecossistemas, a proteção do patrimônio rural e a melhoria das condições de vida das populações locais.



Mediante uma melhoria nos rendimentos das comunidades locais, a Iniciativa para a Grande Muralha Verde do Saara e do Sahel será também uma resposta global aos efeitos combinados da degradação dos recursos naturais e da seca nas zonas rurais. A Iniciativa é uma associação que apoia os esforços das comunidades locais no uso e gestão sustentáveis dos bosques, pastagens e outros recursos naturais nas terras áridas. Assim mesmo, contribui para a adaptação e mitigação dos efeitos da mudança climática, melhorando ao mesmo tempo a segurança alimentar no Saara e no Sahel. 


15 de novembro de 2016

Novos abalos sísmicos assustam o mundo

Terremotos na Nova Zelândia e na Argentina.




Nova Zelândia
Um tremor de magnitude 7,8 atingiu a área central da Nova Zelândia pouco depois da meia-noite de segunda (14), horário local (9h de domingo em Brasília), de acordo com o Serviço Geológico dos EUA.
O primeiro-ministro do país, John Key, disse que duas pessoas morreram. A polícia disse que uma das vítimas foi encontrada em uma casa na cidade turística costeira de Kaikoura.
A Defesa Civil do país emitiu um alerta de risco de tsunami, com o aviso de que os moradores de áreas costeiras busquem abrigos em regiões mais altas.
Key informou que ondas de 2 metros atingiram a costa e que a ameaça de tsunami foi rebaixada.
Argentina
Um terremoto de magnitude 5,7 sacudiu neste sábado (12) o nordeste da Argentina, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês). Por enquanto não foram reportados feridos nem danos materiais.
O tremor de terra aconteceu às 23h01

 a uma profundidade de 121 quilômetros e seu epicentro foi situado a 24 quilômetros a leste da cidade de Tinogasta, na Argentina, segundo o alerta emitido pelo Serviço Geológico americano.
A cidade de Tinogasta, de mais de 14 mil habitantes, fica na província de Catamarca.
As seguintes cidades em proximidade ao epicentro do tremor são as localidades de Arauco, a 74 quilômetros; Andalgalá, a 114 quilômetros; Chilecito, a 119 quilômetros e La Rioja a uma distância de 152 quilômetros, detalhou o USGS.

O que causa os terremotos?

Os terremotos são causados pela movimentação das placas tectônicas, um grupo de doze grandes blocos da crosta terrestre onde estão assentados os oceanos e continentes. Essas placas estão em constante movimento, à deriva sobre o magma incandescente que se movimenta abaixo delas.

4 de fevereiro de 2016

Maior central de Energia Solar é inaugurada no Marrocos



Central solar gigante é inaugurada no Saara marroquino





O rei do Marrocos, Mohammed VI, inaugurou nesta quinta-feira, no coração do Saara, uma das maiores centrais solares do mundo, "Noor 1" (Luz), primeira etapa de um vasto projeto destinado a aumentar a produção de energia renovável no Marrocos e na África.
Acompanhado pelo chefe do governo, o rei deu início simbólico na produção da central, situada a vinte quilômetros de Ouarzazate, no sudoeste do Marrocos, constatou um jornalista da AFP.
O lançamento oficial ocorreu na presença de vários membros do governo e de autoridades estrangeiras, como a ministra francesa do Meio Ambiente, Ségolène Royal.
Alimentada por grandes espelhos curvos alinhados no deserto, esta central de 160 megawatts de potência é a primeira de um parque solar gigante, apresentado por seus criadores como o maior do mundo. Ele irá permitir a produção de mais de 500 megawatts de energia fotovoltaica em Ouarzazate em 2018 e fornecer eletricidade a um milhão de casas.
Lançada em 2013, a construção da central custou mais de 600 milhões de euros, financiados por uma parceria público-privada envolvendo entre outros o Banco Africano de Desenvolvimento, a Agência Marroquina para a Energia Solar, a União Europeia e investidores privados.

16 de fevereiro de 2014

HÁ UM ANO CAÍA UM GRANDE METEORO NA RÚSSIA.





Há um ano, localidade da Rússia se assustava com queda de meteorito.

Há um ano, os moradores da cidade russa de Chelyabinsk olharam assombrados para o céu e muitos pensavam que tinha começado uma guerra nuclear. Mas o que aconteceu foi que um asteroide rasgou os céus, provocando uma chuva de meteoritos que hoje encanta os cientistas.












Capturada por muitas câmeras de vídeo, a explosão do asteroide que aconteceu em 15 de fevereiro de 2013 deixou em pedaços as vidraças de muitas janelas e a luz ultravioleta gerada foi tão intensa que mais de vinte pessoas sofreram queimaduras na pele.
Não passou de um grande susto que ficou na memória popular dos russos, mas para os cientistas, o meteorito de Chelyabinsk foi um presente dos céus. Os astrônomos dizem que lhes trouxe conhecimentos sem precedentes sobre a formação e as órbitas dos asteroides ou dos riscos de que uma rocha rebelde possa cair na Terra. "Foi um evento notável", disse à Mark Bailey, diretor do observatório Armagh, da Irlanda do Norte.
Apenas uns poucos asteroides cruzam a trajetória da Terra. Muitos menos sobrevivem ao choque e à fricção com a atmosfera. Os que o fazem, provavelmente caem no mar, que cobre mais de dois terços do planeta ou em uma zona remota, como um deserto, a tundra ou a Antártica.
Mas o fato de um meteorito explodir sobre uma cidade - onde telefones celulares e câmeras de vigilância registaram o evento - e em um país dotado de uma rica tradição científica foi uma oportunidade para os pesquisadores.



O acontecimento "nos deixou uma quantidade colossal de informação", disse Viktor Grokhovsky, da Academia Russa de Ciências.
saiba mais

- Mergulhadores retiram pedaço de meteoro de lago russo.
- Equipe encontra grande pedaço de meteorito que caiu em lago da Rússia.
- Rússia inicia "corrida" após localização de fragmentos.
- Cientistas afirmam que fragmentos em lago da Rússia são de meteorito.
- Rússia começa a conserta estragos causados por que de meteoro.
- Rússia diz que mais de mil foram feridos por que da meteoro.
- Meteoro deixa quase mil feridos e causa pânico na Rússia.
- Meteoro ou Meteorito? Veja a explicação na reportagem.
- Veja os estragos causados por queda de meteoro na Rússia.

Câmeras de vigilância ajudam a ciência 
"Graças, em particular, às gravações de vídeo, Chelyabinsk é um dos 18 meteoritos com os quais foi possível fazer um cálculo retroativo de sua trajetória, para detectar de qual parte do cinturão de asteroides proveio", indicou Grokhovsky ao jornal "Rossiiskaya Gazeta". Sua idade foi estimada em 4,5 bilhões de anos, a mesma do Sistema Solar.
Após escutar estes preciosos testemunhos, os cientistas estimam que o asteroide pode ter medido até 20 metros e pesado 13.000 toneladas.
Ao entrar na atmosfera, ele se tornou um objeto dotado de energia equivalente a um milhão de toneladas de TNT, isto é, 30 vezes a potência dabomba atômica de Hiroshima.
"O asteroide se desintegrou em pedaços pequenos a 45 ou 30 quilômetros de altitude, evitando causar maiores danos na superfície terrestre", informou, em novembro passado, um grupo de cientistas tchecos.
A trajetória, acrescentam, sugere que o meteorito foi alguma vez parte de um asteroide de dois quilômetros de diâmetro chamado 86039, inicialmente avistado em 1999 e que voltava a passar regularmente perto da Terra.
Os caçadores de meteoritos se lançaram na busca de fragmentos, inclusive um precioso e volumoso pedaço de meia tonelada, recuperada no fundo de um lago congelado perto de Chelyabinsk.

Fragmentos valiosos
Análises químicas revelaram que o meteorito era o que se chama de condrito LL, ou seja, pertencente a uma minoria de asteroides com alto conteúdo de cobalto.
Grokhovsky disse que os fragmentos apresentavam diferenças intrigantes. Alguns estão recobertos de uma crosta mais escura, outros a apresentam em toda a sua extensão e outros só na metade do seu volume. "Talvez seja a radiação do espaço, o impacto ou o efeito da fundição", acrescentou o especialista.
Um grupo de cientistas se reuniu em Houston em março passado por ocasião da Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que dedica uma sessão especial ao evento de Chelyabinsk.
Capaz de varrer civilizações inteiras 
A última vez que um grande meteorito colidiu com a Terra foi em 30 de junho de 1908, quando um objeto com mais de 70 metros caiu em Tunguska, na Sibéria, arrasando 80 milhões de árvores ao redor em uma superfície de 2.000 metros quadrados.
Os asteroides de Tunguska e Chelyabinski pertencem à categoria mediana de asteroides com risco de impacto, segundo os astrofísicos -- que podem infligir danos localmente e os de categoria superior, um dano em escala regional.
Mas estão longe de pertencer à classe de asteroides monstruosos de mais de um quilômetro capazes de varrer civilizações inteiras e causar extinções maciças.
Isto aconteceu há 65 milhões de anos, quando o longo reinado dos dinossauros terminou devido à mudança climática provocada pelo impacto de um meteoro na península de Yucatán, no território mexicano atual.
O inquietante é que os danos potenciais de objetos do tamanho do meteorito de Tunguska devem ser revistos à luz do que aconteceu em Cheliabinsk. "Ao invés de impactar a Terra em intervalos de 4.500 anos, como se pensava até agora, alguns objetos do tamanho de Tunguska podem, na verdade, cair em intervalos de centenas de anos", advertiu Bailey. "Ou seja, com frequência muito maior".  (Da France Presse)

7 de janeiro de 2014

O Vórtice polar do Ártico

O que é o vórtice polar que assola EUA e no Canadá?
Ciência BBC World, @ bbc_ciencia  Terça-feira, 7 de janeiro, 2014


Esta foto de satélite é a entrada de uma grande área de baixa pressão norte de Estados Unidos

As imagens dos efeitos que a onda de frio está causando na América estão acontecendo ao redor do mundo, e em muitas das notícias mencionou um culpado: o vórtice polar.

Mas o que é isso exatamente?

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·              Como você está lidando com o frio?
Vórtices polares são fenômenos climáticos que estão presentes o tempo todo: áreas de ar rotativos sobre os dois pólos, que estão localizados na troposfera e estratosfera média e alta, e movendo-se a velocidades diferentes. Graças a eles, o ar denso frio é mantido ao longo dos pólos.
Ciclones permanentes tornam-se mais fortes e maiores no inverno e mais fracos durante os verões.
Como John Hammond explica, o centro meteorológico da BBC, vários fatores climáticos que fazem o ar frio "preso" pelo vórtice polar é subitamente liberada, e desça até as camadas mais baixas da atmosfera, provocando o caos agora moradores sofrem do nordeste da América do Norte.
No entanto, Alex Deakin, outro meteorologista especialista, acredita que o que está acontecendo tem mais a ver com um outro fenômeno que ocorre no topo da atmosfera: a corrente de jato polar (Jetstream), um fluxo de ar concentrado forte e estreito.
Deakin explica que o ar frio sobre o Canadá tem sido por várias semanas, enquanto as temperaturas em os EUA têm sido relativamente suave.

O pólo jato norte ultimamente tem mostrado algumas mudanças em sua rota.




Este contraste explica Deakin, é o que impulsiona as áreas fortes correntes frias de movimentos de baixa pressão em todo o centro dos Estados Unidos para a região dos Grandes Lagos e do Nordeste.
Estes sistemas de baixa pressão foram grandes nevões ter sido. Mas por trás da última dessas áreas de baixa pressão, diz Deakin, o ar frio se torna realidade: ventos gelados estão fazendo o ar frio para baixo, o que realmente vem do pólo.
A força do vento, juntamente com o ar extremamente frio é o que está causando problemas.
Temperaturas inferiores a -26 ° C foram intensificadas em dezenas de graus acima de zero por causa do vento, algo que representa um perigo para aqueles que vão para fora no aberto, pode-se congelar em minutos.
A vaga de frio está deixando registros históricos: terça-feira em Winnipeg, a capital da província canadense de Manitoba, registrou -34 º C, mas por causa do vento frio, o vento frio de -47 º C. chegou Não estava tão frio desde 1966, quando os termômetros atingiu -40,6 ° C.
Além disso, graças à corrente, o frio não está mais confinado à região dos Grandes Lagos, mas se estende para o sul, tanto quanto tornando-se para o Texas.

2 de novembro de 2013

O Desaparecimento das Abelhas


Onde estão as abelhas?


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"Se as abelhas desaparecessem da face da terra, a espécie humana teria somente mais 4 anos de vida. Sem abelhas não há polinização, ou seja, sem plantas, sem animais, sem homens". Albert Einstein, físico.
A frase acima mostra como as abelhas são indispensáveis à humanidade. Desde os tempos mais primórdios, o homem tratou de usar seu mel para alimentar-se. Mas há alguns anos, os produtos derivados da apicultura encontram-se cada vez mais caros, dado o misterioso desaparecimento de abelhas que ocorre no mundo.
A conseqüência desse desaparecimento traz inúmeros problemas, pois muitas espécies vegetais dependem da abelha para sua reprodução. Assim, muitas árvores frutíferas deixariam de existir, o que afetaria a de alimentação de diversos animais, afetando toda a cadeia alimentícia existente na natureza, como um efeito dominó.
Pesquisadores da Universidade de Cornell, dos Estados Unidos, estimam que 1/3 dos alimentos que consumimos são diretamente dependentes do papel das abelhas na natureza. Além disso, elas são responsáveis pela polinização de 80% dos cultivos existentes. Os cientistas acreditam que o prejuízo causado pela diminuição desses insetos chega a 14 bilhões de dólares, somente nos EUA.
Até agora, não há consenso entre os cientistas sobre o motivo que teria ocasionado a desaparição das abelhas. Alguns creditam a razão ao cultivo de monoculturas e a intensificação do uso de agrotóxicos e as queimadas. Outros pensam que a domesticação desses insetos para a produção de mel fez com que não conseguissem mais sobreviver na natureza. O fato com que todos concordam é que o problema afeta todo o planeta.
Um grupo de cientistas da Universidade de Leeds, no Reino Unido afirma que a diversidade das abelhas selvagens naquele país diminuiu 80%, por conta de um vírus não identicado. No Iraque, a Guerra do Golfo causou efeitos tóxicos que destruíram 90% das colônias apícolas do país.
Preocupada com o problema, a marca de sorvete Häagen Dazs, lançou um site chamado "Ajude as abelhas", em que o internauta comanda uma abelha, que voa entre árvores frutíferas, descobrindo a importância do inseto para cada uma delas. A sorveteria tem interesse especial na questão, já que grande parte dos frutos usados em sua produção depende da atuação das abelhas.

21 de outubro de 2013

Fontes de Energias: Renováveis e Não Renováveis


  • Energias renováveis:

A energia renovável é aquela provida de fontes capazes de se regenerar por meios naturais, portanto, são considerados inesgotáveis. Também é conhecida por energia limpa, pois durante o processo de produção de energia é gerado nenhum, ou poucos, resíduos poluentes.

·           Solar

Existem duas formas de transformar a radiação solar em energia: através de painéis fotovoltaicos, que convertem a energia luminosa em elétrica; e através de coletores solares, que utilizam o calor solar na produção de energia térmica, isto é, aquecer água e ar.

O sol é a fonte de vida e origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A cada ano a radiação solar trazida para a terra leva energia equivalente a vários milhares de vezes a quantidade de energia consumida pela humanidade.

Maiores produtores:
 Japão e EUA.

PRÓS:
 Fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutenção; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega. A energia solar permite a geração de energia, no mesmo local de consumo, através da integração da arquitetura. Assim, é possível levar energia elétrica a sistemas de geração distribuída, e quase eliminar completamente as perdas ligadas aos transportes, que representam atualmente cerca de 40% do total.

CONTRAS:
 produção interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.

Curiosidade: 
Existem aproximadamente 150 mil sistemas domésticos de energia solar no Quênia, mais de 100 mil na China, 60 mil na Indonésia e mais de 300 mil lanternas solares na Índia.


Considerada mais limpa entre as renováveis, a energia eólica é obtida através da ação do vento em cata-ventos, que ao serem acionados produzem corrente elétrica. A energia eólica tem sido utilizada desde a Antiguidade para mover os barcos movidos por velas ou operação de máquinas para movimentação das suas fábricas de pás.
Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.


CONTRAS: poluição visual (um parque eólico pode ter centenas de cata-ventos) e, às vezes, sonora (alguns cata-ventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cata-ventos).


Curiosidades: 
- Na China, a capacidade de geração de energia através do vento dobrou em 2002.
 
- Desde o início dos anos 70, o governo dinamarquês apóia o desenvolvimento e a implementação de uma forte indústria de energia eólica, especialmente através de abatimentos em impostos e investimentos públicos. Na Dinamarca, existem mais pessoas trabalhando na indústria de energia eólica do que na pesca.
 
- Na Mongólia, geradores portáteis de energia eólica são bastante usados por povos nômades em lâmpadas, rádios e outros aparelhos elétricos.

A energia hidráulica ou hídrica é obtida a partir da energia potencial de uma massa de água. O fluxo de água através de um desnível ou queda d’água passa por uma turbina que gera energia mecânica, que por sua vez pode ser utilizado no acionamento de um equipamento industrial ou um gerador elétrico, com a finalidade de prover energia elétrica. A utilização deste tipo de energia pela humanidade é muito antiga através da moagem de cereais.

Maiores produtores: EUA e Canadá.
PRÓS: não produz poluentes durante o processo, criação de novos habitats para espécies aquáticas e aumento de atividades como pesca e turismo.

CONTRAS: grandes hidrelétricas podem causar enormes impactos ambientais e sociais como o deslocamento de populações e a alteração da dinâmica dos rios. Uma alternativa menos agressiva é a construção de diversas usinas hidrelétricas de pequena escala que utilizam o fluxo natural das águas dos rios para gerar eletricidade.


Curiosidades: 
- Mais de 100 mil famílias no Vietnã usam pequenas turbinas de água para gerar eletricidade.
 
- Mais de 45 mil pequenos projetos de pequenas hidroelétricas estão sendo usados na China, gerando energia para mais de 50 milhões de pessoas.

Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica é classificada como biomassa. Existem diversas formas de transformar a biomassa em energia, os principais processos são:

Combustão direta: queima de biomassa para a geração de vapor (energia calorífica) que pode ser utilizada no acionamento de turbinas (energia mecânica), que podem ser utilizadas na geração de energia elétrica





Gaseificação: por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio, é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono, hidrogênio, metano, dióxido de carbono e nitrogênio). Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade.
Digestão anaeróbica: consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. O produto final é o biogás, composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2).
Fermentação: processo pelo qual os açúcares de plantas como batata, milho, beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e, em menor escala o álcool anidro (isto é, com menos de 1% de água). Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna, o segundo é misturado à gasolina (no Brasil, na proporção de 20% a 22%). O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade através da combustão direta.
Transesterificação: é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). Os derivados são a glicerina e o biodiesel. Atualmente, o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte), soja, girassol e amendoim (regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste) e mamona e dendê (semi-árido nordestino), entre outras matérias-primas de origem vegetal.
• BIOGÁS

PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.

CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.

•BICOMBUSTÍVEIS

PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricação absorvem CO2 em sua fase de crescimento; o álcool tem eficiência equivalente à da gasolina como combustível para automóveis, e produz quase três vezes menos emissões nocivas a camada de ozônio

CONTRA: produção da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos. O uso em larga escala na geração de energia da biomassa esbarra nos limites da sazonalidade. A produção de energia cai no período de entressafra. Geralmente está associada a explorações agrícolas intensivas (que utilizam fertilizantes e pesticidas muito poluentes em grande quantidade) e ao desmatamento de grandes áreas.


A energia geotérmica é resultado do aproveitamento da energia do interior da terra, como as águas quentes e vapores de vulcões e fontes terminais, na produção de energia térmica e elétrica. Em algumas partes do mundo as águas subterrâneas podem atingir altas temperaturas que impulsionam turbinas de eletricidade e aquecimento.

PRÓS:
 não existe emissão de gases poluentes e os custos são mais estáveis que os de outras fontes alternativas.

CONTRA:
 é restrito a algumas regiões; produz gases liberados na atmosfera que são em sua maioria sulforosos de odor desagradável, corrosivos e nocivos a saúde.

Curiosidades:
 
A primeira usina de eletricidade baseada em energia geotérmica foi a de Laderello na Itália, construída em 1913, acionando um gerador de 250Kw tendo sido posteriormente ampliada passando a gerar 400Mw elétricos. Nesta usina a energia geotérmica é captada de uma profundidade de 1000 pés (987,5m), e o vapor gerado se encontra a uma temperatura de 240°C.


A energia dos mares é a energia que se obtém a partir do movimento das ondas, a das marés ou da diferença de temperatura entre os níveis da água do mar. Ocorre devido à força gravitacional entre a Lua, a Terra e o Sol, que causam as marés, ou seja, a diferença de altura média dos mares de acordo com a posição relativa entre estes três astros.

Esta diferença de altura pode ser explorada em locais estratégicos como os golfos, baías e estuários que utilizam turbinas hidráulicas na circulação natural da água, junto com os mecanismos de canalização e de depósito, para avançar sobre um eixo. Através da sua ligação a um alternador, o sistema pode ser usado para a geração de eletricidade, transformando, assim, a energia das marés, em energia elétrica, uma energia mais útil e aproveitável.

Maiores produtores:
 Não existe tecnologia para exploração comercial, pois a baixa quantidade de energia obtida e os altos custos impediram. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na produção.

PRÓS:
 fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.

CONTRAS:
 a diferença de nível das marés ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; produção irregular devido ao ciclo da maré, que dura doze horas e meia.

  • Energias não-renováveis
A energia não-renovável são recursos naturais que, quando utilizados, não podem ser repostos pela ação humana ou pela natureza, a um prazo útil. Tanto os combustíveis fósseis como os nucleares são considerados não renováveis, pois a capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a utilização que deles fazemos. As reservas destas fontes energéticas irão ser esgotadas, ao contrário das energias renováveis.



Atualmente a maior fonte de energia utilizada, o petróleo é um combustível fóssil, produzido há milhões de anos pela pressão de material orgânico e encontrado em algumas zonas do subsolo da Terra. O petróleo e gás natural são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares (onde se encontram meios mais porosos - reservatórios), mas também em rochas do embasamento cristalino. É de fácil transporte, porém gera grandes impactos ao meio-ambiente, pois libera grande quantidade de CO2 na atmosfera.







É encontrado, geralmente, junto das reservas petrolíferas. É o mais barato e menos poluente dos combustíveis fósseis, mas de mais difícil extração. Utilizado principalmente pelas indústrias e automóveis, além de casas como gás de cozinha.








É uma das fontes de energia mais abundante, mas também uma das mais poluentes, não apenas pela emissão de gases, mas também pela degradação resultante de sua exploração. Nas indústrias é amplamente utilizado como combustível principal.







Um quilo de urânio é capaz de produzir tanta energia como um milhão de quilos de carvão. Seu uso é bastante perigoso e complicado, e os casos de acidentes e vazão de materiais radioativos trouxeram grandes impactos sociais e ambientais, como o famoso caso Chernobyl. Não existe um modo de tratamento ou isolamento eficiente para os dejetos resultantes do processo final da produção de energia, atualmente são estocados e não existe previsão para que deixem de ser radioativos e perigosos.