- Energias renováveis:
O sol é a fonte de vida e origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A cada ano a radiação solar trazida para a terra leva energia equivalente a vários milhares de vezes a quantidade de energia consumida pela humanidade.
Maiores produtores: Japão e EUA.
PRÓS: Fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutenção; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega. A energia solar permite a geração de energia, no mesmo local de consumo, através da integração da arquitetura. Assim, é possível levar energia elétrica a sistemas de geração distribuída, e quase eliminar completamente as perdas ligadas aos transportes, que representam atualmente cerca de 40% do total.
CONTRAS: produção interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.
Curiosidade: Existem aproximadamente 150 mil sistemas domésticos de energia solar no Quênia, mais de 100 mil na China, 60 mil na Indonésia e mais de 300 mil lanternas solares na Índia.
- Na China, a capacidade de geração de energia através do vento dobrou em 2002.
- Desde o início dos anos 70, o governo dinamarquês apóia o desenvolvimento e a implementação de uma forte indústria de energia eólica, especialmente através de abatimentos em impostos e investimentos públicos. Na Dinamarca, existem mais pessoas trabalhando na indústria de energia eólica do que na pesca.
- Na Mongólia, geradores portáteis de energia eólica são bastante usados por povos nômades em lâmpadas, rádios e outros aparelhos elétricos.
Maiores produtores: EUA e Canadá.
- Mais de 100 mil famílias no Vietnã usam pequenas turbinas de água para gerar eletricidade.
- Mais de 45 mil pequenos projetos de pequenas hidroelétricas estão sendo usados na China, gerando energia para mais de 50 milhões de pessoas.
Gaseificação: por meio de
reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio, é possível
transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono,
hidrogênio, metano, dióxido de carbono e nitrogênio). Este gás pode ser
utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de
eletricidade.
Digestão anaeróbica: consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre
na ausência do ar. O produto final é o biogás, composto basicamente de metano
(CH4) e dióxido de carbono (CO2).
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Fermentação: processo pelo
qual os açúcares de plantas como batata, milho, beterraba e cana-de-açúcar
são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente
leveduras). O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e, em
menor escala o álcool anidro (isto é, com menos de 1% de água). Se o primeiro
é usado como combustível puro em motores de combustão interna, o segundo é
misturado à gasolina (no Brasil, na proporção de 20% a 22%). O resíduo sólido
do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a
produção de eletricidade através da combustão direta.
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Transesterificação: é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido
pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de
potássio). Os derivados são a glicerina e o biodiesel. Atualmente, o
biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte),
soja, girassol e amendoim (regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste) e mamona e
dendê (semi-árido nordestino), entre outras matérias-primas de origem
vegetal.
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• BIOGÁS
PRÓS: substitui
diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera
fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez
de pagar por ele.
CONTRA: o gás é difícil
de ser armazenado.
•BICOMBUSTÍVEIS
PRÓS: substitui
diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricação absorvem CO2 em sua
fase de crescimento; o álcool tem eficiência equivalente à da gasolina como
combustível para automóveis, e produz quase três vezes menos emissões nocivas
a camada de ozônio
CONTRA: produção da
matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos. O uso em larga
escala na geração de energia da biomassa esbarra nos limites da sazonalidade.
A produção de energia cai no período de entressafra. Geralmente está associada
a explorações agrícolas intensivas (que utilizam fertilizantes e pesticidas
muito poluentes em grande quantidade) e ao desmatamento de grandes áreas.
A energia
geotérmica é resultado do aproveitamento da energia do interior da terra, como
as águas quentes e vapores de vulcões e fontes terminais, na produção de
energia térmica e elétrica. Em algumas partes do mundo as águas subterrâneas
podem atingir altas temperaturas que impulsionam turbinas de eletricidade e
aquecimento.
PRÓS: não existe emissão de gases poluentes e os custos são mais estáveis que os de outras fontes alternativas. CONTRA: é restrito a algumas regiões; produz gases liberados na atmosfera que são em sua maioria sulforosos de odor desagradável, corrosivos e nocivos a saúde. Curiosidades: A primeira usina de eletricidade baseada em energia geotérmica foi a de Laderello na Itália, construída em 1913, acionando um gerador de 250Kw tendo sido posteriormente ampliada passando a gerar 400Mw elétricos. Nesta usina a energia geotérmica é captada de uma profundidade de 1000 pés (987,5m), e o vapor gerado se encontra a uma temperatura de 240°C.
A energia dos mares é a energia
que se obtém a partir do movimento das ondas, a das marés ou da diferença de
temperatura entre os níveis da água do mar. Ocorre devido à força gravitacional
entre a Lua, a Terra e o Sol, que causam as marés, ou seja, a diferença de
altura média dos mares de acordo com a posição relativa entre estes três
astros.
Esta diferença de altura pode ser explorada em locais estratégicos como os golfos, baías e estuários que utilizam turbinas hidráulicas na circulação natural da água, junto com os mecanismos de canalização e de depósito, para avançar sobre um eixo. Através da sua ligação a um alternador, o sistema pode ser usado para a geração de eletricidade, transformando, assim, a energia das marés, em energia elétrica, uma energia mais útil e aproveitável. Maiores produtores: Não existe tecnologia para exploração comercial, pois a baixa quantidade de energia obtida e os altos custos impediram. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na produção. PRÓS: fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras. CONTRAS: a diferença de nível das marés ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; produção irregular devido ao ciclo da maré, que dura doze horas e meia.
A energia não-renovável são recursos naturais que, quando utilizados,
não podem ser repostos pela ação humana ou pela natureza, a um prazo útil.
Tanto os combustíveis fósseis como os nucleares são considerados não
renováveis, pois a capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a
utilização que deles fazemos. As reservas destas fontes energéticas irão ser
esgotadas, ao contrário das energias renováveis.
Atualmente a maior fonte de energia utilizada, o petróleo é um
combustível fóssil, produzido há milhões de anos pela pressão de material
orgânico e encontrado em algumas zonas do subsolo da Terra. O petróleo e gás
natural são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias
sedimentares (onde se encontram meios mais porosos - reservatórios), mas também
em rochas do embasamento cristalino. É de fácil transporte, porém gera grandes
impactos ao meio-ambiente, pois libera grande quantidade de CO2 na atmosfera.
É
encontrado, geralmente, junto das reservas petrolíferas. É o mais barato e
menos poluente dos combustíveis fósseis, mas de mais difícil extração.
Utilizado principalmente pelas indústrias e automóveis, além de casas como gás
de cozinha.
É uma das fontes de energia mais abundante, mas também uma das mais
poluentes, não apenas pela emissão de gases, mas também pela degradação
resultante de sua exploração. Nas indústrias é amplamente utilizado como
combustível principal.
Um quilo
de urânio é capaz de produzir tanta energia como um milhão de quilos de carvão.
Seu uso é bastante perigoso e complicado, e os casos de acidentes e vazão de
materiais radioativos trouxeram grandes impactos sociais e ambientais, como o
famoso caso Chernobyl. Não existe um modo de tratamento ou isolamento eficiente
para os dejetos resultantes do processo final da produção de energia,
atualmente são estocados e não existe previsão para que deixem de ser
radioativos e perigosos.
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