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21 de outubro de 2013

Fontes de Energias: Renováveis e Não Renováveis


  • Energias renováveis:

A energia renovável é aquela provida de fontes capazes de se regenerar por meios naturais, portanto, são considerados inesgotáveis. Também é conhecida por energia limpa, pois durante o processo de produção de energia é gerado nenhum, ou poucos, resíduos poluentes.

·           Solar

Existem duas formas de transformar a radiação solar em energia: através de painéis fotovoltaicos, que convertem a energia luminosa em elétrica; e através de coletores solares, que utilizam o calor solar na produção de energia térmica, isto é, aquecer água e ar.

O sol é a fonte de vida e origem da maioria das outras formas de energia na Terra. A cada ano a radiação solar trazida para a terra leva energia equivalente a vários milhares de vezes a quantidade de energia consumida pela humanidade.

Maiores produtores:
 Japão e EUA.

PRÓS:
 Fonte inesgotável de energia; equipamentos de baixa manutenção; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega. A energia solar permite a geração de energia, no mesmo local de consumo, através da integração da arquitetura. Assim, é possível levar energia elétrica a sistemas de geração distribuída, e quase eliminar completamente as perdas ligadas aos transportes, que representam atualmente cerca de 40% do total.

CONTRAS:
 produção interrompida à noite e diminuída em dias de chuva, neve ou em locais com poucas horas de sol.

Curiosidade: 
Existem aproximadamente 150 mil sistemas domésticos de energia solar no Quênia, mais de 100 mil na China, 60 mil na Indonésia e mais de 300 mil lanternas solares na Índia.


Considerada mais limpa entre as renováveis, a energia eólica é obtida através da ação do vento em cata-ventos, que ao serem acionados produzem corrente elétrica. A energia eólica tem sido utilizada desde a Antiguidade para mover os barcos movidos por velas ou operação de máquinas para movimentação das suas fábricas de pás.
Maiores produtores: Alemanha, Espanha e EUA.
PRÓS: fonte inesgotável de energia; abastece locais aonde a rede elétrica comum não chega.


CONTRAS: poluição visual (um parque eólico pode ter centenas de cata-ventos) e, às vezes, sonora (alguns cata-ventos são muito barulhentos); morte de pássaros (que, muitas vezes, se chocam com as pás dos cata-ventos).


Curiosidades: 
- Na China, a capacidade de geração de energia através do vento dobrou em 2002.
 
- Desde o início dos anos 70, o governo dinamarquês apóia o desenvolvimento e a implementação de uma forte indústria de energia eólica, especialmente através de abatimentos em impostos e investimentos públicos. Na Dinamarca, existem mais pessoas trabalhando na indústria de energia eólica do que na pesca.
 
- Na Mongólia, geradores portáteis de energia eólica são bastante usados por povos nômades em lâmpadas, rádios e outros aparelhos elétricos.

A energia hidráulica ou hídrica é obtida a partir da energia potencial de uma massa de água. O fluxo de água através de um desnível ou queda d’água passa por uma turbina que gera energia mecânica, que por sua vez pode ser utilizado no acionamento de um equipamento industrial ou um gerador elétrico, com a finalidade de prover energia elétrica. A utilização deste tipo de energia pela humanidade é muito antiga através da moagem de cereais.

Maiores produtores: EUA e Canadá.
PRÓS: não produz poluentes durante o processo, criação de novos habitats para espécies aquáticas e aumento de atividades como pesca e turismo.

CONTRAS: grandes hidrelétricas podem causar enormes impactos ambientais e sociais como o deslocamento de populações e a alteração da dinâmica dos rios. Uma alternativa menos agressiva é a construção de diversas usinas hidrelétricas de pequena escala que utilizam o fluxo natural das águas dos rios para gerar eletricidade.


Curiosidades: 
- Mais de 100 mil famílias no Vietnã usam pequenas turbinas de água para gerar eletricidade.
 
- Mais de 45 mil pequenos projetos de pequenas hidroelétricas estão sendo usados na China, gerando energia para mais de 50 milhões de pessoas.

Qualquer matéria orgânica que possa ser transformada em energia mecânica, térmica ou elétrica é classificada como biomassa. Existem diversas formas de transformar a biomassa em energia, os principais processos são:

Combustão direta: queima de biomassa para a geração de vapor (energia calorífica) que pode ser utilizada no acionamento de turbinas (energia mecânica), que podem ser utilizadas na geração de energia elétrica





Gaseificação: por meio de reações termoquímicas que envolvem vapor quente e oxigênio, é possível transformar o combustível sólido em gás (mistura de monóxido de carbono, hidrogênio, metano, dióxido de carbono e nitrogênio). Este gás pode ser utilizado em motores de combustão interna e em turbinas para geração de eletricidade.
Digestão anaeróbica: consiste na decomposição do material pela ação de bactérias e ocorre na ausência do ar. O produto final é o biogás, composto basicamente de metano (CH4) e dióxido de carbono (CO2).
Fermentação: processo pelo qual os açúcares de plantas como batata, milho, beterraba e cana-de-açúcar são convertidos em álcool pela ação de microorganismos (geralmente leveduras). O produto final é o etanol na forma de álcool hidratado e, em menor escala o álcool anidro (isto é, com menos de 1% de água). Se o primeiro é usado como combustível puro em motores de combustão interna, o segundo é misturado à gasolina (no Brasil, na proporção de 20% a 22%). O resíduo sólido do processo de fermentação pode ser utilizado em usinas termelétricas para a produção de eletricidade através da combustão direta.
Transesterificação: é a reação de óleos vegetais com um produto intermediário ativo obtido pela reação entre metanol ou etanol e uma base (hidróxido de sódio ou de potássio). Os derivados são a glicerina e o biodiesel. Atualmente, o biodiesel é produzido no Brasil a partir da palma e babaçu (região Norte), soja, girassol e amendoim (regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste) e mamona e dendê (semi-árido nordestino), entre outras matérias-primas de origem vegetal.
• BIOGÁS

PRÓS: substitui diretamente o petróleo; dá um fim ecológico ao lixo orgânico; gera fertilizante; os produtores rurais podem produzir e até vender o gás, em vez de pagar por ele.

CONTRA: o gás é difícil de ser armazenado.

•BICOMBUSTÍVEIS

PRÓS: substitui diretamente o petróleo; os vegetais usados na fabricação absorvem CO2 em sua fase de crescimento; o álcool tem eficiência equivalente à da gasolina como combustível para automóveis, e produz quase três vezes menos emissões nocivas a camada de ozônio

CONTRA: produção da matéria-prima ocupa terras destinadas a plantio de alimentos. O uso em larga escala na geração de energia da biomassa esbarra nos limites da sazonalidade. A produção de energia cai no período de entressafra. Geralmente está associada a explorações agrícolas intensivas (que utilizam fertilizantes e pesticidas muito poluentes em grande quantidade) e ao desmatamento de grandes áreas.


A energia geotérmica é resultado do aproveitamento da energia do interior da terra, como as águas quentes e vapores de vulcões e fontes terminais, na produção de energia térmica e elétrica. Em algumas partes do mundo as águas subterrâneas podem atingir altas temperaturas que impulsionam turbinas de eletricidade e aquecimento.

PRÓS:
 não existe emissão de gases poluentes e os custos são mais estáveis que os de outras fontes alternativas.

CONTRA:
 é restrito a algumas regiões; produz gases liberados na atmosfera que são em sua maioria sulforosos de odor desagradável, corrosivos e nocivos a saúde.

Curiosidades:
 
A primeira usina de eletricidade baseada em energia geotérmica foi a de Laderello na Itália, construída em 1913, acionando um gerador de 250Kw tendo sido posteriormente ampliada passando a gerar 400Mw elétricos. Nesta usina a energia geotérmica é captada de uma profundidade de 1000 pés (987,5m), e o vapor gerado se encontra a uma temperatura de 240°C.


A energia dos mares é a energia que se obtém a partir do movimento das ondas, a das marés ou da diferença de temperatura entre os níveis da água do mar. Ocorre devido à força gravitacional entre a Lua, a Terra e o Sol, que causam as marés, ou seja, a diferença de altura média dos mares de acordo com a posição relativa entre estes três astros.

Esta diferença de altura pode ser explorada em locais estratégicos como os golfos, baías e estuários que utilizam turbinas hidráulicas na circulação natural da água, junto com os mecanismos de canalização e de depósito, para avançar sobre um eixo. Através da sua ligação a um alternador, o sistema pode ser usado para a geração de eletricidade, transformando, assim, a energia das marés, em energia elétrica, uma energia mais útil e aproveitável.

Maiores produtores:
 Não existe tecnologia para exploração comercial, pois a baixa quantidade de energia obtida e os altos custos impediram. Franca, Inglaterra e Japão são os pioneiros na produção.

PRÓS:
 fonte de energia abundante capaz de abastecer milhares de cidades costeiras.

CONTRAS:
 a diferença de nível das marés ao longo do dia deve ser de ao menos 5 metros; produção irregular devido ao ciclo da maré, que dura doze horas e meia.

  • Energias não-renováveis
A energia não-renovável são recursos naturais que, quando utilizados, não podem ser repostos pela ação humana ou pela natureza, a um prazo útil. Tanto os combustíveis fósseis como os nucleares são considerados não renováveis, pois a capacidade de renovação é muito reduzida comparada com a utilização que deles fazemos. As reservas destas fontes energéticas irão ser esgotadas, ao contrário das energias renováveis.



Atualmente a maior fonte de energia utilizada, o petróleo é um combustível fóssil, produzido há milhões de anos pela pressão de material orgânico e encontrado em algumas zonas do subsolo da Terra. O petróleo e gás natural são encontrados tanto em terra quanto no mar, principalmente nas bacias sedimentares (onde se encontram meios mais porosos - reservatórios), mas também em rochas do embasamento cristalino. É de fácil transporte, porém gera grandes impactos ao meio-ambiente, pois libera grande quantidade de CO2 na atmosfera.







É encontrado, geralmente, junto das reservas petrolíferas. É o mais barato e menos poluente dos combustíveis fósseis, mas de mais difícil extração. Utilizado principalmente pelas indústrias e automóveis, além de casas como gás de cozinha.








É uma das fontes de energia mais abundante, mas também uma das mais poluentes, não apenas pela emissão de gases, mas também pela degradação resultante de sua exploração. Nas indústrias é amplamente utilizado como combustível principal.







Um quilo de urânio é capaz de produzir tanta energia como um milhão de quilos de carvão. Seu uso é bastante perigoso e complicado, e os casos de acidentes e vazão de materiais radioativos trouxeram grandes impactos sociais e ambientais, como o famoso caso Chernobyl. Não existe um modo de tratamento ou isolamento eficiente para os dejetos resultantes do processo final da produção de energia, atualmente são estocados e não existe previsão para que deixem de ser radioativos e perigosos.

1 de abril de 2012

Guerra das Malvinas: 30 anos depois.


A Guerra das Malvinas:


A Guerra das Malvinas (em inglês FalklandsWar e em castelhano Guerra de las Malvinas) ou Guerra do Atlântico Sul ou ainda Guerra das Falklands foi um conflito armado entre a Argentina e o Reino Unido ocorrido nas Ilhas Malvinas (em inglês Falklands), Geórgia do Sul e Sandwich do Sul entre os dias 2 de abril e 14 de junho de 1982 pela soberania sobre estes arquipélagos austrais tomados por força em 1833 e dominados a partir de então pelo Reino Unido. Sem dúvida, a Argentina reclamou como parte integral e indivisível de seu território, considerando que elas se encontram "ocupadas ilegalmente por uma potência invasora" e as incluem como partes da província da Terra do Fogo, Antártica e Ilhas do Atlântico Sul.


O saldo final da guerra foi a recuperação do arquipélago pelo Reino Unido e a morte de 649 soldados argentinos, 255 britânicos e 3 civis das ilhas. Na Argentina, a derrota no conflito fortaleceu a queda da Junta militar que governava o país e que havia sucedido as outras juntas militares instaladas através do golpe de Estado de 1976 e a restauração da democracia como
forma de governo. Por outro lado, a vitória no confronto permitiu ao governo conservador de Margaret Thatcher obter a vitória nas eleições de 1983.

Antecedentes.

As ilhas Malvinas, Geórgia do Sul e Sandwich do Sul são três arquipélagos situados no Oceano Atlântico, perto da costa argentina, que constituem um domínio colonial britânico desde 1833. Não obstante, desde a sua ocupação em 1690 foram motivos de conflito entre o Reino Unido, França e Espanha, e depois entre o Reino Unido e a Argentina, que se considera herdeira dos direitos espanhóis sobre estas ilhas. Neste período, surgiram diversas quedas de braço para estabelecer uma ou outra soberania, que terminaram com a ocupação britânica de 1833. Só um destes arquipélagos, as ilhas Malvinas, tem uma população civil nativa permanente (chamados em inglês de kelpers). Geralmente de origem escocesa, esta população se considera a si mesma britânica e apoia o estado atual de soberania sobre estas ilhas. As outras duas estão ocupadas, essencialmente, por cientistas. Em 1965 a Argentina conseguiu que a ONU aprovasse a resolução 2065, qualificando a disputa como um problema colonial e convocando as partes para negociar uma solução; não obstante, as negociações ficaram infrutíferas durante os próximos dezessete anos. De todas as formas, as relações entre a Argentina, o Reino Unido e os habitantes das Ilhas até os finais da década de 1960 e o início da década de 1970 foram excelentes. Tanto assim, que durante grande parte dos anos anteriores à guerra, semanalmente operava uma ponte aérea entre a Argentina e Puerto Argentino/Port Stanley, da qual os insulares dependiam para provisão e assistência médica. Sendo que a pista de aterrissagem original de Puerto Argentino/Port Stanley (feita em alumínio) foi construída pela Força Aérea Argentina.

A importância das ilhas.

Em outros tempos, nestas ilhas existiram importantes postos de caça de baleias, porém a prática provocou o desaparecimento de numerosas espécies de baleias nos mares austrais e fez com que a importância econômica dos três arquipélagos fosse reduzida. O interesse por elas obedece fundamentalmente a quatro causas: Tanto a Argentina como o Reino Unido consideram que a soberania sobre estes territórios representa uma questão de orgulho e credibilidade nacional. A posse de territórios adjacentes à Antártida pode outorgar os direitos sobre este continente em futuras negociações relacionadas com a mesma. O controle deste arquipélago encerra uma posição estratégica ao seu ocupante sobre o cruzamento austral e o seu tráfego marítimo. A recente notícia de exploração de petróleo por ingleses, próximo às Malvinas, pode indicar que os britânicos sabiam da existência de combustíveis fósseis na região.

12 de julho de 2011

Um novo país: O Sudão do Sul

Sudão do Sul: Nasce amanhã o 53º país africano
08 de Julho de 2011, 13:19

Mais de 8 milhões de sudaneses do sul testemunharão este sábado, 09 de Julho, o nascimento da 193ª nação mundial, a 53ª a nível africano.





Com uma área de 619 745 quilômetros quadrados, o novo estado africano é constitúido por dez estados, sendo Juba, a capital do país.
Neste sábado, 09 de Julho, espera-se a presença de 30 dirigentes africanos, entre eles Omar al-Bashir, que discursará perante os seus pares e os milhões de sudaneses que se esperam assistam ao histórico acto. O Ministro dos Negócios Estrangeiros britânico, William Hague, e o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, também devem assistir às cerimónias.
O içar da bandeira acontece seis anos depois do Tratado de Naivasha, assinado em 9 de Janeiro de 2005 em Nairóbi, Quénia, que pôs fim à mais longa guerra civil da história do continente africano (1983-1995), entre o Exército do Sudão e rebeldes sulistas do SPLA (Exército Popular de Libertação do Sudão), sudaneses de raça negra e religião cristã ou animista.
Durante a guerra, morreram mais de dois milhões de pessoas e mais de quatro milhões foram deslocadas.
Apesar dos acordos de paz, continuam os combates em Kordofan do Sul, na fronteira do Sudão e do Sudão do Sul. Mais de 2300 pessoas morreram desde o começo do ano no sul do Sudão devido a confrontos tribais e à violência de rebeldes, segundo revelou ontem fonte da ONU.

Mais de 500 pessoas morreram só na última quinzena de Junho, segundo cifras da ONU, o que indica um agravamento da situação. No relatório anterior, em meados do mês passado, eram contabilizados 1800 mortos desde o começo de 2011.

A maior parte das novas mortes esteve relacionada com disputas por gado na região de Pibor, segundo agências humanitárias da ONU no sul do Sudão.
Grupos étnicos disputam há séculos o gado, parte vital da economia local. Mas o número de mortos tem aumentado porque, depois de décadas de guerra civil, a área está infestada de armas ligeiras. O governo do sul do Sudão acusa o norte de armar tribos rivais e de provocar insurgências para abalar o futuro país e manter seu controlo sobre ele. Porém, Cartum nega as acusações.
A independência Sul do Sudão foi decidida num referendo realizado entre 9 e 15 de Janeiro deste ano, quando mais de 98 porcento dos eleitores votaram a favor da secessão.





Dados do Sudão do Sul
Capital Juba
Cidade mais importante Juba
Língua oficial Inglês e árabe
Língua não-oficial O árabe de Juba é a língua franca em torno da capital; o dinka tem 2 a 3 milhões de falantes, e outras principais línguas são o nuer, zande, o bari e o shilluk
Presidente Salva Kiir Mayardit
Independência 9 de julho de 2011


8 de dezembro de 2010

Atlas do Greenpeace: A Geografia do Conflito

Mar, petróleo e biodiversidade: A geografia do conflito


A campanha de Oceanos do Greenpeace acaba de lança hoje o atlas "Mar, petróleo e biodiversidade - A geografia do conflito". o objetivo é mostrar, por meio da representação em mapas, o conflito cada vez mais intenso que ocorre em nosso litoral entre a preservação ambiental e o desenvolvimento econômico.
O Greenpeace espera que ele ajude a despertar a consciência sobre a necessidade urgente de criar mais unidades de conservação marinhas, fundamentais para o bem estar da população brasileira.

Nossa zona costeiro-marinha, que se alonga por mais de 8, 600 km de costa e se estende por aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados, abriga ecossistemas diversos, habitados por inúmeras espécies da flora e da fauna,muitas das quais ameaçadas de extinção.
Apesar da sua importância ecológica, atividades econômicas impactam seriamente o nosso litoral sem que sejam adotadas medidas para sua proteção.
O interesse pela utilização de novas áreas no litoral deverá crescer com o início da exploração do pré-sal, tornando ainda mais complicado e difícil o atendimento da recomendação do Ministério do Meio Ambiente para a criação de unidades de conservação em nossa zona marinha.

14 de novembro de 2010

A Imigração Européia e ocupação do Sul do Brasil

A Imigração européia e a Ocupação da Região Sul do Brasil.
A região Sul do Brasil é a menor entre todas. No entanto, isso não impediu que a mesma alcançasse um dos melhores índices de desenvolvimento econômico e social do país, muitos deles superiores às médias nacionais. Conforme contagem populacional realizada em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Região Sul possui 27.719.118 habitantes.O processo de ocupação da região Sul está ligado, especialmente, a duas atividades primárias: a agricultura e a pecuária. A região intensificou o povoamento somente a partir do século XIX, até esse momento o território se encontrava quase que completamente desabitado, salvo os povos nativos, como os índios. Diante desse fator, o governo promoveu uma política de povoamento que atraiu imigrantes, sobretudo de origem européia. O governo brasileiro almejava o povoamento para facilitar o controle e administração da região, além disso, temia a invasão dos países vizinhos, caso a região continuasse desabitada. Os imigrantes europeus, eslavos (Russos, Poloneses e Ucranianos), Alemães e Italianos receberam glebas de terra do governo brasileiro, formando assim colônias agrícolas, nas quais desenvolviam agricultura e pecuária. A partir das colônias agrícolas surgiram povoados e cidades, algumas delas de expressão, como Blumenau e Itajaí (Santa Catarina), incluindo ainda São Leopoldo e Novo Hamburgo (Rio Grande do Sul). Fato que aconteceu em colônias italianas que deram origem a Criciúma (Santa Catarina); Caxias do Sul e Garibaldi (Rio Grande do Sul). Nos dias atuais, a região possui duas regiões metropolitanas que se destacam: a Grande Porto Alegre e Curitiba. Há também cidades médias de grande relevância dentro da região, como Londrina e Maringá.