7 de agosto de 2026

Fenômeno El Niño: Quais as consequências para o Mundo e o Brasil?

 

Fenômeno El Niño: Quais as consequências para o Mundo e o Brasil?



O El Niño é um fenômeno climático natural de aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial. Ele altera os ventos e a circulação da atmosfera, provocando secas severas no Norte e Nordeste, chuvas excessivas e temporais no Sul, além de forte calor e irregularidade de chuvas no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Impactos Regionais no Brasil

·      Região Sul: Aumento expressivo das chuvas, maior risco de enchentes, temporais, vendavais e granizo.

·    Regiões Norte e Nordeste: Secas severas, queda na umidade do ar, maior incidência de queimadas e prejuízos à agricultura.

·       Regiões Sudeste e Centro-Oeste: Temperaturas acima da média, ondas de calor frequentes e chuvas irregulares.

 

Consequências Globais e Econômicas

·      Setor Energético: Redução preventiva da geração em hidrelétricas para preservar os níveis dos reservatórios de água.

·      Agricultura: Riscos no plantio e na colheita das safras devido à alternância extrema de secas e excesso de chuvas.

·    Eventos Extremos: Ocorrência de inundações em áreas vulneráveis e secas prolongadas que afetam a economia global e a segurança alimentar.

 


Ob.: Vídeo divulgado pelo Canal Explora.

 

Qual o futuro da Energia Solar?

 Qual o futuro da Energia Solar?


O futuro da energia solar aponta para uma expansão acelerada, impulsionada pela queda no custo dos equipamentos, pelo avanço das baterias de armazenamento (BESS) e pela alta constante nas tarifas cobradas pelas empresas fornecedoras de energia de outras origens. As novas tecnologias se consolidam como matriz principal e descentralizada, embora enfrente novos desafios de regulação e gestão de rede.

As novas Tendências e Inovações Tecnológicas

·       Baterias e Sistemas híbridos: Maior integração com armazenamento para uso noturno e independência da rede elétrica tradicional.

·       Veículos Elétricos (EV): Crescimento de carregadores residenciais e corporativos alimentados por usinas solares próprias.

·       Eficiência e Materiais: Uso de painéis com maior taxa de conversão e novas abordagens, como satélites refletores de luz solar.

 

Os Desafios do Setor no Brasil

·       Taxação Gradual: Avanço da cobrança de custos de distribuição (como o Fio B) sobre a energia injetada na rede.

·       Gestão de Excedentes: Necessidade de ajustes na rede elétrica diante do pico de geração diurna que supera a demanda momentânea

 

“Como funciona a energia solar?

A energia solar funciona através da conversão da luz solar em eletricidade. Painéis solares fotovoltaicos contêm células que absorvem fótons da luz solar, gerando corrente elétrica. Essa corrente é então convertida em eletricidade utilizável por meio de inversores. Sistemas de energia solar podem ser conectados à rede elétrica ou autônomos, armazenando energia em baterias para uso contínuo quando não há luz solar.

Principais benefícios da energia solar para o Planeta

A energia solar oferece diversos benefícios para o planeta, incluindo:

Renovabilidade: energia solar é uma fonte renovável e inesgotável, pois depende da luz do sol, que continuará a existir por bilhões de anos.

Redução das emissões de gases de efeito estufa: a geração de eletricidade a partir do sol geralmente resulta em menores emissões de gases poluentes em comparação com fontes de energia convencionais, contribuindo para a mitigação das mudanças climáticas.

Sustentabilidade: a produção de energia solar consome menos recursos naturais e tem menor impacto ambiental em comparação com muitas formas de geração de energia convencionais, como a queima de combustíveis fósseis.

Independência energética: a adoção de energia solar pode reduzir a dependência de fontes de energia não renováveis e importadas, promovendo a independência energética e a segurança do abastecimento.

 

Baixo impacto ambiental: a operação dos sistemas solares tem um baixo impacto ambiental em comparação com a extração de recursos e os resíduos associados a algumas formas de energia tradicionais.

 

Criação de empregos verdes: o setor de energia solar contribui para a criação de empregos na indústria de energias renováveis, promovendo o desenvolvimento econômico sustentável.

 

Acessibilidade em áreas remotas: A energia solar é uma solução viável para fornecer eletricidade em áreas remotas ou onde a infraestrutura elétrica tradicional é difícil de ser implementada.”

 

Obs.: Material publicado originalmente pelo Portal Solar.

 

 

22 de maio de 2022

Cordilheira dos Andes perde quase metade das geleiras em 30 anos.

Cordilheira dos Andes perde quase metade das geleiras em 30 anos, aponta estudo.
Aumento de queimadas na Amazônia está entre as causas do degelo nas montanhas





Um estudo inédito divulgado pelo MapBiomas, nesta sexta-feira (20), mostra que quase metade das geleiras da Cordilheira dos Andes desapareceu nos últimos 30 anos. Na prática, a dimensão da área passou de 2.429,38 km2 para 1.409,11 km2 em três décadas.

O estudo foi produzido a partir de um mapeamento de imagens de satélite entre 1985 e 2020. Segundo o levantamento, o maior volume de queimadas na floresta amazônica está entre os principais motivos para o degelo da região.

De acordo com os pesquisadores do MapBiomas, organização voltada para causas ambientais, o aumento no número de incêndios no bioma gerou uma maior liberação de carbono negro na atmosfera, elemento que tem origem da combustão de madeiras ou combustíveis fósseis.

“As geleiras dos Andes tropicais estão passando por uma rápida redução, com potenciais impactos ambientais, culturais e econômicos para o mundo inteiro. E um dos motivos é a queima das florestas, que gera carbono negro e acelera o recuo das geleiras quando entra em contato com sua superfície”, explicou a Efrain Turpo, ambientalista que liderou o estudo.

O levantamento traz que as geleiras mais afetadas estão localizadas a menos de 5 mil metros acima do nível do mar, que, em 30 anos, perderam quase 80,25% de sua área. De acordo com os ambientalistas, a aceleração foi mais significativa a partir de 1995, por conta das mudanças climáticas gerados pelo aquecimento global.

Localizada na América do Sul, a Cordilheira dos Andes é classificada como a maior cordilheira do mundo, no quesito comprimento. Ela abrange sete países: Venezuela, Colômbia, Equador, Peru, Bolívia, Chile e Argentina. No entanto, não são apenas esses países que vão sofrer com as mudanças climáticas nos Andes.

À CNN, o coordenador da equipe Amazônia do MapBiomas, Carlos Souza Jr, explicou que o Brasil pode enfrentar “grandes” impactos ambientais nos próximos anos, caso políticas públicas não sejam adotadas. Mas ele adiantou que as consequências do degelo já podem ser vistas no país, mesmo que de forma tímida.

“As populações da América do Sul dependem da água dos Andes, tanto as populações que estão mais próximas como as mais distantes, como Brasil. Precisamos implementar

(OBS: Este informe foi elabora pela equipe Amazônia do MapBiomas sob a coordenação do cientista Carlos Souza Jr., e divulgação da CNN Brasil)



20 de maio de 2021

O Maior iceberg do mundo

 

Maior iceberg do mundo se desprende na Antártica

AFPTECNOLOGIA E CIÊNCIA por AFP 20/05/2021 - 07H27 (ATUALIZADO EM 20/05/2021 - 07H33



Bloco de gelo tem 170 km por 25 km de largura e está à deriva; temperatura da Terra subiu mais de 1ºC desde a era pré-industrial


Iceberg possui 1.270 km²

DIVULGAÇÃO/BRITISH ANTARCTIC SURVEY


O maior iceberg do mundo se desprendeu da plataforma de gelo de Ronne, na Antártica, segundo imagens de um satélite do programa europeu Copernicus, anunciou a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês).

O iceberg A-76, de quase 170 km de comprimento por 25 km de largura e uma superfície total de 4.320 quilômetros quadrados, está à deriva no Mar de Weddell, de acordo com um comunicado divulgado pela agência na quarta-feira (19) à noite.

Foi observado inicialmente pelo British Antarctic Survey (BAS), organismo de pesquisa britânico para as zonas polares que tem uma base próxima ao local.


Iceber de 1 trilhão de toneladas está a deriva


Até então, o maior iceberg do mundo era o A-23A, com superfície de 3.380 quilômetros quadrados, também à deriva no Mar de Weddell, conforme a ESA.

As imagens do imenso bloco de gelo A-76 foram registradas pelo satélite Sentinel-1, que integra o programa europeu de observação Copernicus.

O Centro Nacional de Gelo dos Estados Unidos afirmou que o iceberg A-76 iniciou a separação da plataforma de Ronne em 13 de maio.

A estação polar britânica localizada na plataforma de gelo de Brunt, também no Mar de Weddell, foi testemunha, em fevereiro passado, da ruptura de um iceberg de 1.270 quilômetros quadrados.

Em novembro de 2020, outro iceberg gigante, que era o maior do mundo quando se desprendeu em 2017, aproximou-se perigosamente de uma ilha do Atlântico Sul, ameaçando colônias de pinguins e focas.

Este iceberg, o A68, separou-se de uma gigantesca plataforma de gelo, chamada Larsen C, e a privou de 12% de sua superfície, o que a tornou mais instável. Outras partes desta barreira, situada na ponta da península antártica, desintegraram-se em 1995 e em 2002.



A temperatura do planeta aumentou mais de 1ºC desde a era pré-industrial, devido às emissões de gases causadores do efeito estufa, provocadas pelas atividades humanas. A Antártica registrou, no entanto, um aumento de temperatura duas vezes superior.

A formação de icebergs é um processo natural que o aquecimento do ar e dos oceanos acelera, segundo os cientistas.

Os icebergs são tradicionalmente batizados com uma letra que corresponde à zona da Antártica em que foram detectados pela primeira vez, seguidos por um número.


12 de maio de 2020

O Polo Norte Magnético da Terra está migrando


Por que o Polo Norte Magnético da Terra está migrando do Canadá para a Rússia.



Jonathan Amos Correspondente de ciência da BBC




Um grupo de cientistas europeus acredita que finalmente descobriu porque o Polo Norte magnético está se deslocando.







Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones.

Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones. 
A equipe, liderada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, diz que o comportamento é explicado pela competição entre duas massas magnéticas no núcleo externo da Terra.
Mudanças nos fluxos de material derretido no interior do planeta têm alterado a força das áreas de fluxo magnético negativo.
"Essa mudança no padrão de fluxos enfraqueceu a parte abaixo do Canadá e aumentou ligeiramente a força da faixa abaixo da Sibéria", explicou Phil Livermore.
"É por isso que o Polo Norte deixou sua posição histórica sobre o Ártico canadense e cruzou a Linha Internacional de Data. O norte da Rússia está vencendo o cabo de guerra", disse ele à BBC.

Três polos


A Terra tem três polos na sua parte superior.
Um Polo Geográfico, que é o ponto na superfície do eixo de rotação do planeta. O Polo Geomagnético, que é o local que melhor se encaixa a um dipolo* clássico (sua posição muda pouco).



E depois há o Polo Norte magnético, onde as linhas de campo são perpendiculares à superfície. Este é o que está se movendo.
Foi identificado pela primeira vez na década de 1830 pelo explorador James Clark Ross quando este se encontrava em Nunavut, território autônomo no nordeste do Canadá.
Naquela época, esse polo não se movia muito longe, nem muito rápido.
Mas, nos anos 1990, começou a se mover para latitudes cada vez mais altas, cruzando a Linha Internacional de Data no final de 2017. No processo, ficou a algumas centenas de quilômetros do Polo Geográfico.

O modelo anterior não se encaixava

Usando dados de satélites que têm medido e acompanhado a evolução do campo magnético da Terra nos últimos 20 anos, Livermore e seus colegas tentaram modelar as oscilações do Polo Norte Magnético.
Dois anos atrás, quando apresentaram suas ideias pela primeira vez na reunião da União Geofísica Americana, no Estado de Washington, sugeriram que poderia haver uma conexão com um jato (fluxo em alta velocidade) de ferro derretido na região mais externa do núcleo do planeta avançando em alta velocidade rumo a oeste sob o Alasca e a Sibéria.
(*) Dipolo de uma molécula é um dipolo elétrico com um campo elétrico inerente decorrente de uma diferença de eletronegatividade.

Mas os modelos não se encaixavam completamente e a equipe agora revisou sua avaliação para se alinhar com um outro regime de fluxo.
"O jato está ligado a latitudes setentrionais muito altas e a alteração do fluxo no núcleo externo, responsável pela mudança na posição do polo, está, na realidade, mais ao sul", explica Livermore.
"Há também o problema do momento das ocorrências. A aceleração do jato ocorre nos anos 2000, enquanto a aceleração do polo começa nos anos 90".
O modelo mais recente da equipe indica que o polo continuará avançando em direção à Rússia, mas, em algum momento, começará a ir mais lento. Em sua velocidade máxima, ele percorre de 50 a 60 km por ano.
"Ninguém sabe se isso retrocederá ou não no futuro", disse o cientista britânico à BBC.