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12 de maio de 2020

O Polo Norte Magnético da Terra está migrando


Por que o Polo Norte Magnético da Terra está migrando do Canadá para a Rússia.



Jonathan Amos Correspondente de ciência da BBC




Um grupo de cientistas europeus acredita que finalmente descobriu porque o Polo Norte magnético está se deslocando.







Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones.

Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones. 
A equipe, liderada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, diz que o comportamento é explicado pela competição entre duas massas magnéticas no núcleo externo da Terra.
Mudanças nos fluxos de material derretido no interior do planeta têm alterado a força das áreas de fluxo magnético negativo.
"Essa mudança no padrão de fluxos enfraqueceu a parte abaixo do Canadá e aumentou ligeiramente a força da faixa abaixo da Sibéria", explicou Phil Livermore.
"É por isso que o Polo Norte deixou sua posição histórica sobre o Ártico canadense e cruzou a Linha Internacional de Data. O norte da Rússia está vencendo o cabo de guerra", disse ele à BBC.

Três polos


A Terra tem três polos na sua parte superior.
Um Polo Geográfico, que é o ponto na superfície do eixo de rotação do planeta. O Polo Geomagnético, que é o local que melhor se encaixa a um dipolo* clássico (sua posição muda pouco).



E depois há o Polo Norte magnético, onde as linhas de campo são perpendiculares à superfície. Este é o que está se movendo.
Foi identificado pela primeira vez na década de 1830 pelo explorador James Clark Ross quando este se encontrava em Nunavut, território autônomo no nordeste do Canadá.
Naquela época, esse polo não se movia muito longe, nem muito rápido.
Mas, nos anos 1990, começou a se mover para latitudes cada vez mais altas, cruzando a Linha Internacional de Data no final de 2017. No processo, ficou a algumas centenas de quilômetros do Polo Geográfico.

O modelo anterior não se encaixava

Usando dados de satélites que têm medido e acompanhado a evolução do campo magnético da Terra nos últimos 20 anos, Livermore e seus colegas tentaram modelar as oscilações do Polo Norte Magnético.
Dois anos atrás, quando apresentaram suas ideias pela primeira vez na reunião da União Geofísica Americana, no Estado de Washington, sugeriram que poderia haver uma conexão com um jato (fluxo em alta velocidade) de ferro derretido na região mais externa do núcleo do planeta avançando em alta velocidade rumo a oeste sob o Alasca e a Sibéria.
(*) Dipolo de uma molécula é um dipolo elétrico com um campo elétrico inerente decorrente de uma diferença de eletronegatividade.

Mas os modelos não se encaixavam completamente e a equipe agora revisou sua avaliação para se alinhar com um outro regime de fluxo.
"O jato está ligado a latitudes setentrionais muito altas e a alteração do fluxo no núcleo externo, responsável pela mudança na posição do polo, está, na realidade, mais ao sul", explica Livermore.
"Há também o problema do momento das ocorrências. A aceleração do jato ocorre nos anos 2000, enquanto a aceleração do polo começa nos anos 90".
O modelo mais recente da equipe indica que o polo continuará avançando em direção à Rússia, mas, em algum momento, começará a ir mais lento. Em sua velocidade máxima, ele percorre de 50 a 60 km por ano.
"Ninguém sabe se isso retrocederá ou não no futuro", disse o cientista britânico à BBC.

11 de março de 2018

A Inversão dos polos magnéticos da Terra

Inversão dos polos magnéticos da Terra pode ocorrer mais rápido que o imaginado




Sabe-se que a cada 500 mil anos aproximadamente, os polos da Terra se invertem e isso não é novidade. No entanto, um novo estudo mostra que a última reversão foi extremamente rápida e não levou mais de 100 anos para ser completada.

O estudo foi realizado por uma equipe internacional de pesquisadores e demonstrou que a que a última reversão magnética ocorreu há 786 mil anos e aconteceu muito mais rápido do que se supunha. De acordo com o trabalho, a inversão magnética da Terra se deu à razão de 1.8 grau por ano, tempo que poderia ser testemunhado por uma vida humana.
Até agora, os pesquisadores acreditavam que a reversão dos polos acontecia de modo muito mais lento, com alguns modelos estimando em até 1000 anos para ser completada.
De acordo com a teoria atualmente aceita, durante esse processo o campo magnético da Terra passaria por um processo muito lento e gradual de enfraquecimento, seguido de novo fortalecimento, também lento e gradual.

Inversão a caminho
A descoberta, levou alguns geofísicos a prever que uma nova inversão poderá ocorrer dentro de alguns milhares de anos, uma vez que há evidências de que a intensidade do campo magnético da Terra está diminuindo 10 vezes mais rápido do que o normal

A nova descoberta é baseada em medições do alinhamento do campo magnético em camadas de sedimentos de lagos antigos agora expostos na bacia de Sulmona, nos Apeninos, ao leste de Roma.
Naquela região, uma equipe de pesquisadores italianos liderados por Leonardo Sagnotti, ligado ao Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma, mediu as direções do campo magnético gravadas nos sedimentos acumulados no fundo do antigo lago.
Utilizando o método argônio-argônio de datação, a equipe de cientistas observou que uma súbita reversão de 180 graus do campo foi precedida por um período de instabilidade que durou mais de 6.000 anos, intercalados por altos e baixos com intervalos de 2 mil anos. Segundo o estudo, isso ocorreu entre 770 mil e 795 mil anos atrás e durou apenas 100 anos.

Consequências
Apesar da reversão magnética ser um grande evento de escala planetária, conduzida provavelmente pelo convecção no núcleo de ferro da Terra, não há catástrofes documentados associados às reversões ocorridas no passado. No entanto, se ocorresse atualmente, o fenômeno poderia provocar uma série de danos.

Uma vez que o campo magnético da Terra protege a vida contra as partículas energéticas provenientes do Sol e também contra os raios cósmicos, que podem causar mutações genéticas, um enfraquecimento ou perda temporária do campo ante uma reversão permanente poderia aumentar as taxas de câncer. Além disso, redes de distribuição de energia seriam bastante afetadas, uma vez que as tempestades solares teriam um efeito devastador sobre um campo magnético enfraquecido.
Leia mais em http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20141015-113319.inc#QuvX7ovRgJhPItoP.99

16 de fevereiro de 2014

HÁ UM ANO CAÍA UM GRANDE METEORO NA RÚSSIA.





Há um ano, localidade da Rússia se assustava com queda de meteorito.

Há um ano, os moradores da cidade russa de Chelyabinsk olharam assombrados para o céu e muitos pensavam que tinha começado uma guerra nuclear. Mas o que aconteceu foi que um asteroide rasgou os céus, provocando uma chuva de meteoritos que hoje encanta os cientistas.












Capturada por muitas câmeras de vídeo, a explosão do asteroide que aconteceu em 15 de fevereiro de 2013 deixou em pedaços as vidraças de muitas janelas e a luz ultravioleta gerada foi tão intensa que mais de vinte pessoas sofreram queimaduras na pele.
Não passou de um grande susto que ficou na memória popular dos russos, mas para os cientistas, o meteorito de Chelyabinsk foi um presente dos céus. Os astrônomos dizem que lhes trouxe conhecimentos sem precedentes sobre a formação e as órbitas dos asteroides ou dos riscos de que uma rocha rebelde possa cair na Terra. "Foi um evento notável", disse à Mark Bailey, diretor do observatório Armagh, da Irlanda do Norte.
Apenas uns poucos asteroides cruzam a trajetória da Terra. Muitos menos sobrevivem ao choque e à fricção com a atmosfera. Os que o fazem, provavelmente caem no mar, que cobre mais de dois terços do planeta ou em uma zona remota, como um deserto, a tundra ou a Antártica.
Mas o fato de um meteorito explodir sobre uma cidade - onde telefones celulares e câmeras de vigilância registaram o evento - e em um país dotado de uma rica tradição científica foi uma oportunidade para os pesquisadores.



O acontecimento "nos deixou uma quantidade colossal de informação", disse Viktor Grokhovsky, da Academia Russa de Ciências.
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Câmeras de vigilância ajudam a ciência 
"Graças, em particular, às gravações de vídeo, Chelyabinsk é um dos 18 meteoritos com os quais foi possível fazer um cálculo retroativo de sua trajetória, para detectar de qual parte do cinturão de asteroides proveio", indicou Grokhovsky ao jornal "Rossiiskaya Gazeta". Sua idade foi estimada em 4,5 bilhões de anos, a mesma do Sistema Solar.
Após escutar estes preciosos testemunhos, os cientistas estimam que o asteroide pode ter medido até 20 metros e pesado 13.000 toneladas.
Ao entrar na atmosfera, ele se tornou um objeto dotado de energia equivalente a um milhão de toneladas de TNT, isto é, 30 vezes a potência dabomba atômica de Hiroshima.
"O asteroide se desintegrou em pedaços pequenos a 45 ou 30 quilômetros de altitude, evitando causar maiores danos na superfície terrestre", informou, em novembro passado, um grupo de cientistas tchecos.
A trajetória, acrescentam, sugere que o meteorito foi alguma vez parte de um asteroide de dois quilômetros de diâmetro chamado 86039, inicialmente avistado em 1999 e que voltava a passar regularmente perto da Terra.
Os caçadores de meteoritos se lançaram na busca de fragmentos, inclusive um precioso e volumoso pedaço de meia tonelada, recuperada no fundo de um lago congelado perto de Chelyabinsk.

Fragmentos valiosos
Análises químicas revelaram que o meteorito era o que se chama de condrito LL, ou seja, pertencente a uma minoria de asteroides com alto conteúdo de cobalto.
Grokhovsky disse que os fragmentos apresentavam diferenças intrigantes. Alguns estão recobertos de uma crosta mais escura, outros a apresentam em toda a sua extensão e outros só na metade do seu volume. "Talvez seja a radiação do espaço, o impacto ou o efeito da fundição", acrescentou o especialista.
Um grupo de cientistas se reuniu em Houston em março passado por ocasião da Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que dedica uma sessão especial ao evento de Chelyabinsk.
Capaz de varrer civilizações inteiras 
A última vez que um grande meteorito colidiu com a Terra foi em 30 de junho de 1908, quando um objeto com mais de 70 metros caiu em Tunguska, na Sibéria, arrasando 80 milhões de árvores ao redor em uma superfície de 2.000 metros quadrados.
Os asteroides de Tunguska e Chelyabinski pertencem à categoria mediana de asteroides com risco de impacto, segundo os astrofísicos -- que podem infligir danos localmente e os de categoria superior, um dano em escala regional.
Mas estão longe de pertencer à classe de asteroides monstruosos de mais de um quilômetro capazes de varrer civilizações inteiras e causar extinções maciças.
Isto aconteceu há 65 milhões de anos, quando o longo reinado dos dinossauros terminou devido à mudança climática provocada pelo impacto de um meteoro na península de Yucatán, no território mexicano atual.
O inquietante é que os danos potenciais de objetos do tamanho do meteorito de Tunguska devem ser revistos à luz do que aconteceu em Cheliabinsk. "Ao invés de impactar a Terra em intervalos de 4.500 anos, como se pensava até agora, alguns objetos do tamanho de Tunguska podem, na verdade, cair em intervalos de centenas de anos", advertiu Bailey. "Ou seja, com frequência muito maior".  (Da France Presse)

22 de setembro de 2013

Primavera' 2013

Primavera - Equinócio de Primavera : (22/09) no Hemisfério Sul.

Cultivo de "tulipas" 







A primavera: É a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.
A Primavera do hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal", e a do hemisfério sul é chamada de "Primavera austral". A "Primavera boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 21 de Março e termina a 21 de Junho. A "Primavera austral" tem início, no Hemisfério Sul, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.
Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.
Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.
Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.



17 de fevereiro de 2013

Queda de meteoro na Rússia






Um meteorito caiu na Rússia nesta sexta-feira (15), causando uma onda de choque que quebrou janelas e feriu mais de mil pessoas na região dos Montes Urais. Em Chelyabinsk, cerca de 1,5 mil km a leste de Moscou, a maior cidade afetada da região, houve pânico, pois as pessoas não sabiam o que estava acontecendo. Veja abaixo por que a rocha incandescente caiu do céu e entenda o motivo de tantos estragos e mais de 1.000 feridos.


  

Qual a diferença entre meteoros e meteoritos? 
Meteoros são pedaços de rochas do espaço, normalmente provenientes de grandes cometas ou asteroides e que entram na atmosfera terrestre. Muitos são incandescentes por causa do calor da atmosfera. São raros os que suportam o choque ao entrar na atmosfera terrestre e se chocam com a crosta terrestre, estes são chamados de meteorito. Os meteoritos sempre atingem o solo com muita velocidade, mais de 30.000 quilômetros por hora, de acordo com a agência espacial européia. Eles também liberam uma grande quantidade de energia.

A maioria se machucou com estilhaços dos vidros das janelas, que explodiram com o impacto da “onda de choque”, de acordo com o Ministério do Interior russo. No total, foram registrados danos em pelo menos seis cidades da região, localizada cerca de 1.500 quilômetros a leste de Moscou.


Serguei Smirnov, cientista do Observatório de Pulkovski, em São Petersburgo, afirmou que o peso do meteorito devia ser de várias toneladas.  "Era uma bola muito brilhante, muito visível no céu da manhã, um objeto com uma massa bastante grande, de muitas dezenas de toneladas", precisou o especialista, numa entrevista à televisão russa.



Cientistas russos citados pela rádio Komkersant FM consideraram que a queda do meteorito nos Urais não está ligada ao asteroide que passou  nesta sexta-feira muito próximo à Terra, mas não excluem a ocorrência de chuvas de meteoritos em outras regiões da Rússia. 



4 de julho de 2012

Tempestade solar deve atingir a Terra hoje (04/07/2012)


Tempestade solar deve atingir a Terra a partir desta quarta-feira, prevê Nasa.
Nasa mostrou imagens de explosão solar. Fenômeno viaja a 700 km/seg e pode afetar comunicações na Europa.
 





A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) divulgou imagens de uma explosão solar que ocorreu na segunda-feira (2). Os efeitos do fenômeno, que forma uma série de tempestade, devem ser sentidos na Terra nesta quarta-feira (4).

A tempestade, que segundo a Nasa viaja a uma velocidade estimada de 700 km por segundo, foi causada por uma mudança no campo magnético do Sol. O fenômeno foi considerado pelos cientistas de média intensidade.

Na Terra, as partículas que foram liberadas no espaço podem atrapalhar transmissões de rádio na Europa e intensificar o fenômeno das auroras boreal e austral nos polos do planeta.

Essa é a primeira de uma série de tempestades solares previstas para os próximos dias, de acordo com a Nasa.

8 de abril de 2012

Novo Planetário em Santo André = SP.




São Paulo - O planetário mais moderno do Brasil foi inaugurado quarta-feira em Santo André, no ABC paulista. Localizado na Sabina Escola Parque do Conhecimento, tem um sistema único de projeção ótica digital, com dois equipamentos integrados que, de forma sincronizada, garantem ao espectador uma visão em 360 graus do espaço.
A previsão inicial era de que o equipamento fosse inaugurado em 2008, mas só agora tudo ficou pronto - entre outros problemas, houve atraso na liberação dos equipamentos na alfândega.
Com uma cúpula de 18 metros, trata-se do segundo maior planetário do Brasil em operação, ficando atrás apenas do planetário do Rio (23 metros), e igualando o do Ibirapuera. Quem for conferir o planetário poderá ver a reprodução de 6 mil estrelas ao mesmo tempo, com brilho, cores e cintilações muito semelhantes ao natural.
O projetor instalado no planetário foi fabricado pela empresa alemã Carl Zeiss e usa um sofisticado sistema de automação eletromecânica, combinado com aparato ótico de alta qualidade. Graças a esse mecanismo, as estrelas e os planetas são projetados sobre uma cúpula em formato hemisférico. Acomodada em 247 poltronas - e 13 espaços para cadeirantes -, a plateia tem a sensação de observar o céu de uma maneira muito próxima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

29 de janeiro de 2012

SOL: Intensificam-se as atividades solares.


Atividades solares poderão interferir nas telecomunicações até 2012.



A atividade na superfície do Sol vem se intensificando e poderá provocar interferências nas redes de comunicação da Terra nos próximos dois anos, segundo adverte um grupo de cientistas em antecipação ao lançamento de um novo observatório solar da Nasa, a agência espacial norte-americana.


Labaredas solares.


Novas fotos feitas por telescópios espaciais mostram um aumento significativo das chamadas labaredas solares e de regiões de poderosos campos magnéticos conhecidos como pontos solares, após um período com a mais baixa atividade solar em quase um século.

A atividade solar intensa pode prejudicar o campo de proteção magnética da Terra, provocando sérios problemas nos sistemas de comunicação e até mesmo nos sistemas de distribuição de energia elétrica - veja Impacto do Sol sobre a Terra vai além das manchas solares.


Segundo os cientistas, o pico da atividade solar poderá ocorrer em meados de 2012, elevando o risco de problemas com transmissões de televisão e redes de internet e o risco de apagões durante os Jogos Olímpicos de Londres.


Sol maluco.
"Nos últimos três anos, a superfície do Sol havia se acalmado bastante por um tempo. A cada 11 anos as labaredas reaparecem, e de repente vemos a retomada dessa atividade", afirma a astrônoma Heather Couper, ex-presidente da Associação Britânica de Astronomia.


"O Sol é uma grande massa magnética, e se há qualquer interrupção nos campos magnéticos, o Sol fica meio maluco, então temos essas incríveis explosões e labaredas e coisas que provocam fenômenos como as auroras boreais", explica Couper.

"Quando o Sol tem uma labareda, isso pode realmente afetar as conexões elétricas no nosso planeta. Isso já provocou até mesmo no passado a interrupção dos negócios nas bolsas de valores de Tóquio e no Canadá", diz a astrônoma.


Causas das manchas solares.


Apesar de os cientistas conhecerem bem as consequências do aumento da atividade solar, eles ainda não têm muitas explicações para a origem do fenômeno, muito menos condições de prever sua ocorrência.
Os pesquisadores esperam que o lançamento do Observatório de Dinâmica Solar da Nasa, nesta semana, os ajude a coletar dados que os ajudem a dar avisos antecipados da ocorrência de labaredas solares e de tormentas magnéticas.
Segundo eles, as consequências podem ser minimizadas com o desligamento de circuitos eletrônicos sensíveis antes das tormentas magnéticas, reduzindo o risco de danos a satélites de transmissão.

A sonda da Nasa, que deverá ser lançada no sábado, ficará na órbita da Terra por cinco anos para investigar as causas da atividade solar intensa.




31 de março de 2011

O mais exato modelo da gravidade na Terra




Europeus fornecem o mais exato modelo da gravidade na Terra


Dados enviados por satélite à ESA (Agência Espacial Europeia), durante dois anos, possibilitaram o estudo preciso da gravidade do planeta Terra de uma forma inédita. Os cientistas agora detêm um dos mais exatos modelo geoide (protótipo mais aproximado do nosso planeta, visto que ele não é totalmente redondo) do lugar onde vivemos. A imagem foi divulgada nesta quarta-feira durante uma conferência em Munique (Alemanha).


No estudo apresentado pela ESA, com imagens fornecidas pelo satélite Goce (sigla em inglês de Explorador da Circulação Oceânica e do Campo Gravitacional), considerou-se a gravidade do geoide sem a ação de marés e de correntes oceânicas. O modelo serve como referência para medir a movimentação dos oceanos, a mudança do nível do mar e a dinâmica do gelo, o que pode abrir precedente para entender com maior profundidade as mudanças climáticas. Além desses dados oceanográficos, também servirá para o estudo da estrutura interna do planeta --como os processos que levam à formação de terremotos de grande magnitude e que podem provocar danos devastadores, como aconteceu com o Japão no sismo de 11 de março. Do espaço, é praticamente impossível para os satélites observarem a dinâmica dos tremores, visto que o movimento das placas tectônicas ocorre abaixo do nível dos oceanos. Contudo, explica a ESA em seu site, os tremores costumam deixar um "rastro" na gravidade do planeta, o que pode ajudar a entender o mecanismo de um terremoto e, quem sabe, antecipar sua ocorrência.

21 de março de 2011

Explicando a Super Lua




No dia 19 de março, a lua atinge sua posição mais próxima da Terra, conhecida como perigeu – algo que só acontece a cada 18 anos. O resultado é que, ao nascer no Leste, nosso satélite natural estará maior e mais brilhante do que o normal. A lua cheia varia de tamanho por causa de sua órbita oval. O trajeto elíptico tem um lado (chamado perigeu) cerca de 50 mil km mais perto da Terra do que o outro (apogeu). Para um observador no planeta, a lua, no perigeu, fica 14% maior e 30% mais brilhante do que no apogeu.No dia 19 de março, a lua estará em seu perigeu máximo – 356.577 km de distância. A proximidade é beneficiada por outra coincidência: para a maior parte do ocidente, ela surge no horizonte menos de uma hora após o perigeu. Esse fenômeno aconteceu pela última vez em março de 1993.Essa proximidade da lua pode aumentar um pouco as marés, mas não há com o que se preocupar: as variações serão de apenas alguns centímetros a mais do que o normal. A Nasa ainda alerta que, diferentemente do que alguns boatos que circularam na internet dizem, as luas de perigeu não deflagram desastres naturais.E para, quem quer tirar belas fotos, outra dica da Nasa: o melhor momento para observar a lua é quando ela ainda está perto do horizonte. Em contraste com árvores e prédios, ela parecerá maior.

19 de março de 2011

Super Lua




Neste sábado, 19, a Lua poderá parecer maior para quem se propor a observá-la com cuidado. Isso porque a Lua estará passando pelo ponto mais próximo da sua órbita ao redor da Terra, chamado perigeu. O período de lua cheia contribui para que ela pareça 14% maior.
"Desta vez está coincidindo dela estar no ponto mais próximo à Terra e a fase de Lua cheia e é isto que a torna a maior lua cheia dos últimos tempos", explica Paulo S. Bretones, professor da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
Além do tamanho, ela será 30% mais brilhante do que as luas que aparecem no apogeu, o ponto mais distante de sua órbita. De acordo com cientistas da Nasa, a lua fica cerca de 50 mil km mais próxima da Terra, mas ainda a uma distância de cerca de 356.577 km. A última vez que houve uma combinação de fatores do tipo foi em 1993. Mas a observação a olho nu pode dar a impressão errada de que o fenômeno não ocorreu. "Rigorosamente, a olho nu, não dá para perceber esta diferença", avisa Bretones.Um macete revelado por Geoff Chester, do Observatório Naval dos Estados Unidos, e publicado no site da Nasa, é olhar para a Lua quando ela estiver próxima à linha do horizonte, isso porque vai ficar mais fácil perceber alguma diferença se o observador compará-la com árvores ou prédios próximos.
(Matéria publicada no jornal Estado de São Paulo pela jornalista Tânia Valeria Gomes, estadão.com.br)

13 de março de 2010

Fenômeno das Auroras Boreais



As auroras boreal e austral são fenômenos visuais que ocorrem nas regiões polares de nosso planeta. Podem ser visualizadas, no período noturno ou final de tarde, a olho nu nas regiões onde ocorrem. São verdadeiros shows de luzes coloridas e brilhantes, que ocorrem em função do contato dos ventos solares com o campo magnético do planeta Terra.

Quando este fenômeno ocorre em regiões próximas ao pólo norte é chamado de aurora boreal e quando aconteceu no pólo sul é chamado de aurora austral. Estes fenômenos são mais comuns entre os meses de fevereiro, março, abril, setembro e outubro.

A aurora boreal pode aparecer em vários formatos: pontos luminosos, faixas no sentido horizontal ou circulares. Porém, aparecem sempre alinhados ao campo magnético terrestre. As cores podem variar muito como, por exemplo, vermelha, laranja, azul, verde e amarela. Muitas vezes aparecem em várias cores ao mesmo tempo.

Em momentos de tempestades solares, a Terra é atingida por grande quantidade de ventos solares. Nestes momentos as auroras são mais comuns. Porém, se por um lado somos agraciados com este lindo show de luzes da natureza, por outro somos prejudicados. Estes ventos solares interferem em meios de comunicação (sinais de televisão, radares, telefonia, satélites) e sistemas eletrônicos diversos.

Curiosidade:

- O nome aurora boreal foi dado pelo astrônomo Galileu Galilei em homenagem à deusa romana Aurora (do amanhecer) e seu filho Boreas.

- Além do planeta Terra, podemos encontrar este fenômeno em planetas como Júpiter, Saturno e Marte.

A Aurora Boreal, quando o fenômeno ocorre no Ártico, ou Aurora Austral, quando ocorre na Antártida é um fenômeno eletro-magnético que se forma quando o plasma lançado pelo Sol (com velocidade de 300 a 1200 Km/s), ou vento solar, interagem com o campo magnético da terra, seguindo suas linhas de ação na atmosfera.

29 de abril de 2009

Raios





Um raio dura em média meio segundo. Nesse intervalo de tempo, muitos fenômenos se combinam, principalmente físicos e climáticos, para resultar naquilo que vemos e ouvimos. Conforme eles variam, as descargas podem ser mais ou menos intensas. Algumas regiões do planeta têm maior tendência a produzir descargas elétricas atmosféricas.

As causas da eletrização das nuvens
De acordo com a teoria mais aceita, ela se eletriza a partir das colisões de partículas de gelo acumuladas em seu interior. Outra causa, que não exclui a primeira, estaria em efeitos resultantes da diferença de condutividade elétrica do gelo devido a diferenças de temperatura no interior da nuvem. Durante as colisões, as partículas de gelo perdem elétrons e transformam-se em íons.
Isso torna a nuvem eletricamente carregada. As partículas têm tamanho variado e, segundo medidas feitas por sondas meteorológicas, as menores e mais leves ficam com carga positiva e as maiores e mais pesadas (partículas de gelo denominadas granizo)com carga negativa. Alguns fatores como os ventos, a temperatura e força da gravidade fazem com que cargas de mesmo sinal se concentrem em regiões específicas da nuvem. Geralmente a parte inferior, a base da nuvem, e a parte superior ou topo da nuvem, são os locais de maior acúmulo de carga, de sinais contrários, funcionando assim como armaduras de um capacitor.

Alguns raios ocorrem associados a tempestades de poeira ou a nuvens formadas por vulcões ativos. Neste caso, acredita-se que os processos de eletrização sejam semelhantes aos descritos acima para nuvens de água.

A indução de cargas e a quebra da rigidez dielétrica
As cargas distribuídas na base e no topo das nuvens produzem um campo elétrico interno, denominado campo elétrico intra-nuvem. Além disso, com o acúmulo de cargas em sua superfície externa, a nuvem pode provocar uma indução eletrostática na superfície de outras nuvens ou no solo imediatamente abaixo (apesar das nuvens serem formadas por moléculas de água, portanto isolantes elétricas, a mobilidade de seus íons lhes confere um comportamento semelhante ao de um condutor). Neste caso cria-se um campo elétrico entre nuvens ou entre a nuvem e o solo.

Enquanto os choques das partículas dentro da nuvem se intensificam, a quantidade de carga em sua superfície aumenta e, conseqüentemente, o campo elétrico criado por essas cargas também se eleva. Com o aumento da intensidade desse campo, as moléculas de ar entre as partes eletrizadas sofrem polarização e se orientam de acordo com o campo elétrico. O efeito de polarização se intensifica com o aumento da intensidade do campo, até o ponto em que elétrons são arrancados das moléculas do ar. Este, dessa forma ionizado, se transforma em um condutor gasoso. Genericamente, o valor de campo elétrico que provoca ionização em um meio é denominado rigidez dielétrica desse meio. No ar, a rigidez dielétrica varia com as condições da atmosfera.
Quando o campo elétrico ultrapassa esse valor limite, diz-se que houve uma quebra da rigidez dielétrica do meio. Isso transforma o isolante em condutor. Como conseqüência, os íons negativos e os elétrons livres do ar são fortemente atraídos pelas cargas positivas presentes nas nuvens ou induzidas no solo, formando um caminho chamado de canal condutor. Assim sendo, o movimento de cargas negativas no canal condutor pode ocorrer tanto intra-nuvem como entre nuvens ou entre nuvem e solo. Em cerca de 90% dos casos as descargas elétricas se originam na base da nuvem, quase sempre eletrizada negativamente. Portanto, em geral, é uma carga negativa que inicia o processo de descarga elétrica atmosférica.

O movimento da Carga Líder

A primeira carga a se movimentar, na maioria das vezes vinda da base de uma nuvem, é a Carga Líder ou Líder Escalonado. É chamada assim porque desce em etapas ou escalas, em intervalos de tempo quase uniformes. Algumas cargas seguem novos caminhos fora do canal principal, criando ramificações em muitos pontos.
Isso porque há íons na atmosfera, distribuídos de maneira não uniforme, o que acaba por atrair ou repelir essas cargas para um lugar indeterminado. As bruscas variações de velocidade da Carga Líder produzem uma onda eletromagnética de freqüência superior à da luz visível, portanto não perceptível pelo olho humano. O movimento da Carga Líder é seguido por outras cargas provenientes da base da nuvem criando-se uma corrente elétrica denominada raio.

Líderes Conectantes e Descarga de Retorno

A Carga Líder, em geral negativa, aproxima-se de cargas positivas localizadas no solo ou nas nuvens. A carga acumulada no canal condutor produz um aumento na intensidade do campo elétrico entre as cargas, gerando uma nova quebra da rigidez dielétrica do ar. Por efeito dessa quebra, devido ao alto nível de intensidade desse campo, íons positivos são arrancados do solo (ou da nuvem para onde as cargas negativas se dirigem). Isto explica a afirmação: na maioria dos casos, a descarga elétrica ocorre do solo para a nuvem. A intensificação do campo elétrico provoca o surgimento de vários caminhos (canais) por onde esses íons se deslocam ao encontro da Líder.
Os íons positivos são denominados Líderes Conectantes ou Descargas Conectantes. No caso de descargas nuvem-solo, esse segundo rompimento da rigidez dielétrica ocorre quando a Líder está cerca de 10 m de distância do local de onde os íons positivos são arrancados. Essas cargas se encontram aproximadamente a meia distância do percurso. Assim se completa o canal do relâmpago. Todas as cargas negativas que seguem a Carga Líder movem-se através dos novos canais por onde passaram os íons positivos até alcançar os pontos de onde eles partiram. A descarga que saiu do solo continua seu movimento até a nuvem e passa a ser denominada Descarga de Retorno. Essa descarga ocorre com uma velocidade de cerca de um terço da velocidade da luz.
O relâmpago

As principais conseqüências das descargas elétricas atmosféricas (raios) são a luz (relâmpago) e o som (trovão). Os relâmpagos são produzidos basicamente pela radiação eletromagnética emitida por elétrons que, após serem excitados pela energia elétrica, retornam a seus estados fundamentais. Isto ocorre principalmente na Descarga de Retorno e por esta razão, no caso da descarga nuvem-solo, a geração da luz é feita de baixo para cima. A luz do relâmpago é bastante intensa devido à grande quantidade de moléculas excitadas.
Pode-se observar que as ramificações do canal são menos brilhantes pela menor quantidade de cargas presentes nessa região. A geração de luz dura cerca de um décimo de segundo. Portanto, os fótons produzidos no início da trajetória, apesar de chegarem primeiro na retina do observador, conseguem mantê-la sensibilizada até a chegada dos fótons provenientes do final da trajetória. Por isso, é comum se pensar que o canal se iluminou todo de uma vez ou ainda que o relâmpago caiu, vindo de cima para baixo, talvez por colocarmos a nuvem como nossa referência. Geralmente a luz do relâmpago é de cor branca, mas pode variar, dependendo das propriedades atmosféricas entre o relâmpago e o observador.

Relâmpagos múltiplos

Quando há apenas uma Descarga de Retorno, o relâmpago é classificado como relâmpago simples. Os relâmpagos múltiplos acontecem quando a nuvem não se descarrega completamente durante o primeiro raio. Neste caso, a cargas remanescentes se acumulam novamente na base da nuvem e o fenômeno se reproduz através dos mesmos passos descritos nesta seção. A Carga Líder poderá ser um Líder Contínuo (um líder que não desce em etapas e aproveita o canal que já existe), um Líder Escalonado (um novo líder formado quando todo o canal se desfaz) ou um Líder Contínuo-escalonado (se parte do canal se desfizer). A descarga de retorno será denominada Descarga de Retorno Subseqüente unicamente no caso do Líder Contínuo.

Para que aconteça mais de um relâmpago, tudo vai depender do tempo que a nuvem leva para se recarregar. A maioria dos relâmpagos é do tipo múltiplo. O número médio de descargas de retorno subseqüentes geralmente é de 3 a 5. O maior valor até hoje registrado foi de 42 descargas. É um erro comum pensar que um relâmpago nunca cai duas vezes no mesmo lugar. Sendo várias as descargas positivas ou Conectantes que saem do solo, se uma delas sair de um mesmo ponto (onde a primeira Conectante saiu) indo ao encontro da nova Líder, será possível que isso ocorra.

Assim como o Líder Escalonado, o Líder Contínuo é invisível.Por outro lado, na maioria dos casos, o Contínuo não possui ramificações. Sua Descarga de Retorno Subseqüente é menos brilhante que a primeira descarga e pouco ramificada. O Líder Contínuo-escalonado ocorre quando, durante a descida de um Líder Contínuo, o canal se desfaz e ele tem que mudar para Líder Escalonado para poder completar o caminho. A Descarga de Retorno Subseqüente, pode sair de um outro ponto do solo e seguir também um novo caminho, bifurcando o canal (vemos a figura de um ípsilon invertido). Quase 1/4 dos relâmpagos apresenta este efeito.

Raios nuvem-solo positivos

Os raios entre a nuvem e o solo também podem iniciar por Líderes positivos descendentes, correspondendo a movimentos de subida de cargas negativas (elétrons). A Descarga de Retorno resultante transporta cargas positivas da nuvem para o solo. Estes são os raios nuvem-solo positivos e no geral eles não se seguem de Descargas de Retorno Subseqüentes, sendo classificados como relâmpagos simples. Eles causam maiores danos do que os negativos. Muitos acidentes como incêndios em florestas e estragos em linhas de energia são causados por este tipo de raio.

20 de abril de 2009

Eclipse total da Lua


Um eclipse lunar é um fenômeno celeste que ocorre quando a Lua penetra, totalmente ou parcialmente, no cone de sombra projetado pela Terra, em geral, sendo visível a olho nu. Isto ocorre sempre que o Sol, a Terra e a Lua se encontram próximos ou em perfeito alinhamento, estando a Terra no meio destes outros dois corpos. É como se fosse um eclipse solar porém a Terra encobre o sol nesse caso.
Por isso o eclipse lunar só pode ocorrer quando coincidem a fase de Lua cheia e a passagem dela pelo seu nodo orbital. Este último evento também é responsável pelo tipo e duração do eclipse.