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12 de maio de 2020

O Polo Norte Magnético da Terra está migrando


Por que o Polo Norte Magnético da Terra está migrando do Canadá para a Rússia.



Jonathan Amos Correspondente de ciência da BBC




Um grupo de cientistas europeus acredita que finalmente descobriu porque o Polo Norte magnético está se deslocando.







Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones.

Nos últimos anos, ele se afastou do Canadá e seguiu para a Sibéria, na Rússia.
O deslocamento foi tão rápido que tem obrigado os cientistas a fazer atualizações mais frequentes nos sistemas de navegação por GPS, incluindo aqueles que são usados nos mapas dos smartphones. 
A equipe, liderada pela Universidade de Leeds, na Inglaterra, diz que o comportamento é explicado pela competição entre duas massas magnéticas no núcleo externo da Terra.
Mudanças nos fluxos de material derretido no interior do planeta têm alterado a força das áreas de fluxo magnético negativo.
"Essa mudança no padrão de fluxos enfraqueceu a parte abaixo do Canadá e aumentou ligeiramente a força da faixa abaixo da Sibéria", explicou Phil Livermore.
"É por isso que o Polo Norte deixou sua posição histórica sobre o Ártico canadense e cruzou a Linha Internacional de Data. O norte da Rússia está vencendo o cabo de guerra", disse ele à BBC.

Três polos


A Terra tem três polos na sua parte superior.
Um Polo Geográfico, que é o ponto na superfície do eixo de rotação do planeta. O Polo Geomagnético, que é o local que melhor se encaixa a um dipolo* clássico (sua posição muda pouco).



E depois há o Polo Norte magnético, onde as linhas de campo são perpendiculares à superfície. Este é o que está se movendo.
Foi identificado pela primeira vez na década de 1830 pelo explorador James Clark Ross quando este se encontrava em Nunavut, território autônomo no nordeste do Canadá.
Naquela época, esse polo não se movia muito longe, nem muito rápido.
Mas, nos anos 1990, começou a se mover para latitudes cada vez mais altas, cruzando a Linha Internacional de Data no final de 2017. No processo, ficou a algumas centenas de quilômetros do Polo Geográfico.

O modelo anterior não se encaixava

Usando dados de satélites que têm medido e acompanhado a evolução do campo magnético da Terra nos últimos 20 anos, Livermore e seus colegas tentaram modelar as oscilações do Polo Norte Magnético.
Dois anos atrás, quando apresentaram suas ideias pela primeira vez na reunião da União Geofísica Americana, no Estado de Washington, sugeriram que poderia haver uma conexão com um jato (fluxo em alta velocidade) de ferro derretido na região mais externa do núcleo do planeta avançando em alta velocidade rumo a oeste sob o Alasca e a Sibéria.
(*) Dipolo de uma molécula é um dipolo elétrico com um campo elétrico inerente decorrente de uma diferença de eletronegatividade.

Mas os modelos não se encaixavam completamente e a equipe agora revisou sua avaliação para se alinhar com um outro regime de fluxo.
"O jato está ligado a latitudes setentrionais muito altas e a alteração do fluxo no núcleo externo, responsável pela mudança na posição do polo, está, na realidade, mais ao sul", explica Livermore.
"Há também o problema do momento das ocorrências. A aceleração do jato ocorre nos anos 2000, enquanto a aceleração do polo começa nos anos 90".
O modelo mais recente da equipe indica que o polo continuará avançando em direção à Rússia, mas, em algum momento, começará a ir mais lento. Em sua velocidade máxima, ele percorre de 50 a 60 km por ano.
"Ninguém sabe se isso retrocederá ou não no futuro", disse o cientista britânico à BBC.

11 de março de 2018

A Inversão dos polos magnéticos da Terra

Inversão dos polos magnéticos da Terra pode ocorrer mais rápido que o imaginado




Sabe-se que a cada 500 mil anos aproximadamente, os polos da Terra se invertem e isso não é novidade. No entanto, um novo estudo mostra que a última reversão foi extremamente rápida e não levou mais de 100 anos para ser completada.

O estudo foi realizado por uma equipe internacional de pesquisadores e demonstrou que a que a última reversão magnética ocorreu há 786 mil anos e aconteceu muito mais rápido do que se supunha. De acordo com o trabalho, a inversão magnética da Terra se deu à razão de 1.8 grau por ano, tempo que poderia ser testemunhado por uma vida humana.
Até agora, os pesquisadores acreditavam que a reversão dos polos acontecia de modo muito mais lento, com alguns modelos estimando em até 1000 anos para ser completada.
De acordo com a teoria atualmente aceita, durante esse processo o campo magnético da Terra passaria por um processo muito lento e gradual de enfraquecimento, seguido de novo fortalecimento, também lento e gradual.

Inversão a caminho
A descoberta, levou alguns geofísicos a prever que uma nova inversão poderá ocorrer dentro de alguns milhares de anos, uma vez que há evidências de que a intensidade do campo magnético da Terra está diminuindo 10 vezes mais rápido do que o normal

A nova descoberta é baseada em medições do alinhamento do campo magnético em camadas de sedimentos de lagos antigos agora expostos na bacia de Sulmona, nos Apeninos, ao leste de Roma.
Naquela região, uma equipe de pesquisadores italianos liderados por Leonardo Sagnotti, ligado ao Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia de Roma, mediu as direções do campo magnético gravadas nos sedimentos acumulados no fundo do antigo lago.
Utilizando o método argônio-argônio de datação, a equipe de cientistas observou que uma súbita reversão de 180 graus do campo foi precedida por um período de instabilidade que durou mais de 6.000 anos, intercalados por altos e baixos com intervalos de 2 mil anos. Segundo o estudo, isso ocorreu entre 770 mil e 795 mil anos atrás e durou apenas 100 anos.

Consequências
Apesar da reversão magnética ser um grande evento de escala planetária, conduzida provavelmente pelo convecção no núcleo de ferro da Terra, não há catástrofes documentados associados às reversões ocorridas no passado. No entanto, se ocorresse atualmente, o fenômeno poderia provocar uma série de danos.

Uma vez que o campo magnético da Terra protege a vida contra as partículas energéticas provenientes do Sol e também contra os raios cósmicos, que podem causar mutações genéticas, um enfraquecimento ou perda temporária do campo ante uma reversão permanente poderia aumentar as taxas de câncer. Além disso, redes de distribuição de energia seriam bastante afetadas, uma vez que as tempestades solares teriam um efeito devastador sobre um campo magnético enfraquecido.
Leia mais em http://www.apolo11.com/spacenews.php?posic=dat_20141015-113319.inc#QuvX7ovRgJhPItoP.99

30 de junho de 2014

16 de fevereiro de 2014

HÁ UM ANO CAÍA UM GRANDE METEORO NA RÚSSIA.





Há um ano, localidade da Rússia se assustava com queda de meteorito.

Há um ano, os moradores da cidade russa de Chelyabinsk olharam assombrados para o céu e muitos pensavam que tinha começado uma guerra nuclear. Mas o que aconteceu foi que um asteroide rasgou os céus, provocando uma chuva de meteoritos que hoje encanta os cientistas.












Capturada por muitas câmeras de vídeo, a explosão do asteroide que aconteceu em 15 de fevereiro de 2013 deixou em pedaços as vidraças de muitas janelas e a luz ultravioleta gerada foi tão intensa que mais de vinte pessoas sofreram queimaduras na pele.
Não passou de um grande susto que ficou na memória popular dos russos, mas para os cientistas, o meteorito de Chelyabinsk foi um presente dos céus. Os astrônomos dizem que lhes trouxe conhecimentos sem precedentes sobre a formação e as órbitas dos asteroides ou dos riscos de que uma rocha rebelde possa cair na Terra. "Foi um evento notável", disse à Mark Bailey, diretor do observatório Armagh, da Irlanda do Norte.
Apenas uns poucos asteroides cruzam a trajetória da Terra. Muitos menos sobrevivem ao choque e à fricção com a atmosfera. Os que o fazem, provavelmente caem no mar, que cobre mais de dois terços do planeta ou em uma zona remota, como um deserto, a tundra ou a Antártica.
Mas o fato de um meteorito explodir sobre uma cidade - onde telefones celulares e câmeras de vigilância registaram o evento - e em um país dotado de uma rica tradição científica foi uma oportunidade para os pesquisadores.



O acontecimento "nos deixou uma quantidade colossal de informação", disse Viktor Grokhovsky, da Academia Russa de Ciências.
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Câmeras de vigilância ajudam a ciência 
"Graças, em particular, às gravações de vídeo, Chelyabinsk é um dos 18 meteoritos com os quais foi possível fazer um cálculo retroativo de sua trajetória, para detectar de qual parte do cinturão de asteroides proveio", indicou Grokhovsky ao jornal "Rossiiskaya Gazeta". Sua idade foi estimada em 4,5 bilhões de anos, a mesma do Sistema Solar.
Após escutar estes preciosos testemunhos, os cientistas estimam que o asteroide pode ter medido até 20 metros e pesado 13.000 toneladas.
Ao entrar na atmosfera, ele se tornou um objeto dotado de energia equivalente a um milhão de toneladas de TNT, isto é, 30 vezes a potência dabomba atômica de Hiroshima.
"O asteroide se desintegrou em pedaços pequenos a 45 ou 30 quilômetros de altitude, evitando causar maiores danos na superfície terrestre", informou, em novembro passado, um grupo de cientistas tchecos.
A trajetória, acrescentam, sugere que o meteorito foi alguma vez parte de um asteroide de dois quilômetros de diâmetro chamado 86039, inicialmente avistado em 1999 e que voltava a passar regularmente perto da Terra.
Os caçadores de meteoritos se lançaram na busca de fragmentos, inclusive um precioso e volumoso pedaço de meia tonelada, recuperada no fundo de um lago congelado perto de Chelyabinsk.

Fragmentos valiosos
Análises químicas revelaram que o meteorito era o que se chama de condrito LL, ou seja, pertencente a uma minoria de asteroides com alto conteúdo de cobalto.
Grokhovsky disse que os fragmentos apresentavam diferenças intrigantes. Alguns estão recobertos de uma crosta mais escura, outros a apresentam em toda a sua extensão e outros só na metade do seu volume. "Talvez seja a radiação do espaço, o impacto ou o efeito da fundição", acrescentou o especialista.
Um grupo de cientistas se reuniu em Houston em março passado por ocasião da Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que dedica uma sessão especial ao evento de Chelyabinsk.
Capaz de varrer civilizações inteiras 
A última vez que um grande meteorito colidiu com a Terra foi em 30 de junho de 1908, quando um objeto com mais de 70 metros caiu em Tunguska, na Sibéria, arrasando 80 milhões de árvores ao redor em uma superfície de 2.000 metros quadrados.
Os asteroides de Tunguska e Chelyabinski pertencem à categoria mediana de asteroides com risco de impacto, segundo os astrofísicos -- que podem infligir danos localmente e os de categoria superior, um dano em escala regional.
Mas estão longe de pertencer à classe de asteroides monstruosos de mais de um quilômetro capazes de varrer civilizações inteiras e causar extinções maciças.
Isto aconteceu há 65 milhões de anos, quando o longo reinado dos dinossauros terminou devido à mudança climática provocada pelo impacto de um meteoro na península de Yucatán, no território mexicano atual.
O inquietante é que os danos potenciais de objetos do tamanho do meteorito de Tunguska devem ser revistos à luz do que aconteceu em Cheliabinsk. "Ao invés de impactar a Terra em intervalos de 4.500 anos, como se pensava até agora, alguns objetos do tamanho de Tunguska podem, na verdade, cair em intervalos de centenas de anos", advertiu Bailey. "Ou seja, com frequência muito maior".  (Da France Presse)

22 de setembro de 2013

Primavera' 2013

Primavera - Equinócio de Primavera : (22/09) no Hemisfério Sul.

Cultivo de "tulipas" 







A primavera: É a estação do ano que se segue ao Inverno e precede o Verão. É tipicamente associada ao reflorescimento da flora e da fauna terrestres.
A Primavera do hemisfério norte é chamada de "Primavera boreal", e a do hemisfério sul é chamada de "Primavera austral". A "Primavera boreal" tem início, no Hemisfério Norte, a 21 de Março e termina a 21 de Junho. A "Primavera austral" tem início, no Hemisfério Sul, a 22 ou 23 de Setembro e termina a 21 de Dezembro.
Do ponto de vista da Astronomia, a primavera do hemisfério sul inicia-se no equinócio de Setembro e termina no solstício de Dezembro, no caso do hemisfério norte inicia-se no equinócio de Março e termina no solstício de Junho.
Como se constata, no dia do equinócio o dia e a noite têm a mesma duração. A cada dia que passa, o dia aumenta e a noite vai encurtando um pouco, aumentando, assim, a insolação do hemisfério respectivo.
Estas divisões das estações por equinócios e solstícios poderão ser fonte de equívocos, mas deve-se levar em conta a influência dos oceanos na temperatura média das estações. Na Primavera do hemisfério sul, os oceanos meridionais ainda estão frios e vão aos poucos aquecendo, fazendo a Primavera ter temperaturas amenas ao longo da estação.



17 de fevereiro de 2013

Queda de meteoro na Rússia






Um meteorito caiu na Rússia nesta sexta-feira (15), causando uma onda de choque que quebrou janelas e feriu mais de mil pessoas na região dos Montes Urais. Em Chelyabinsk, cerca de 1,5 mil km a leste de Moscou, a maior cidade afetada da região, houve pânico, pois as pessoas não sabiam o que estava acontecendo. Veja abaixo por que a rocha incandescente caiu do céu e entenda o motivo de tantos estragos e mais de 1.000 feridos.


  

Qual a diferença entre meteoros e meteoritos? 
Meteoros são pedaços de rochas do espaço, normalmente provenientes de grandes cometas ou asteroides e que entram na atmosfera terrestre. Muitos são incandescentes por causa do calor da atmosfera. São raros os que suportam o choque ao entrar na atmosfera terrestre e se chocam com a crosta terrestre, estes são chamados de meteorito. Os meteoritos sempre atingem o solo com muita velocidade, mais de 30.000 quilômetros por hora, de acordo com a agência espacial européia. Eles também liberam uma grande quantidade de energia.

A maioria se machucou com estilhaços dos vidros das janelas, que explodiram com o impacto da “onda de choque”, de acordo com o Ministério do Interior russo. No total, foram registrados danos em pelo menos seis cidades da região, localizada cerca de 1.500 quilômetros a leste de Moscou.


Serguei Smirnov, cientista do Observatório de Pulkovski, em São Petersburgo, afirmou que o peso do meteorito devia ser de várias toneladas.  "Era uma bola muito brilhante, muito visível no céu da manhã, um objeto com uma massa bastante grande, de muitas dezenas de toneladas", precisou o especialista, numa entrevista à televisão russa.



Cientistas russos citados pela rádio Komkersant FM consideraram que a queda do meteorito nos Urais não está ligada ao asteroide que passou  nesta sexta-feira muito próximo à Terra, mas não excluem a ocorrência de chuvas de meteoritos em outras regiões da Rússia. 



2 de dezembro de 2012

Como produzir energia solar no espaço.


Como a energia solar capturada no espaço resolverá nossas necessidades de energia na Terra
 
A demanda da humanidade por energia está crescendo em um ritmo surpreendente. Combine isso a uma oferta cada vez menor de combustíveis fósseis, e torna-se dolorosamente claro que é necessário algo inovador e poderoso. Há uma proposta de alta tecnologia que detém uma grande promessa, uma ideia que existe desde os anos 1960. Veja como a energia solar capturada no espaço poderá resolver todas as nossas necessidades de energia na Terra.









 

Os humanos precisam de mais energia  
Assumindo que o progresso econômico e a globalização continuem no ritmo atual, em 2030 será necessário produzir o dobro da quantidade de energia que consumimos hoje. Isso corresponderá a monumentais 220 trilhões de quilowatts-hora por ano. E até o final do século, precisaremos de quatro vezes a taxa atual de consumo.
E tão importante quanto isso: nós também teremos que deixar de lado o hábito de combustível fóssil - e não só porque ele, uma hora, vai acabar. O aumento das emissões de CO2 estão causando estragos na atmosfera da Terra, o que está criando efeitos colaterais no meio ambiente a uma taxa mais rápida do que o esperado.
Além disso, se queremos que os gases de efeito estufa sejam colocados sob controle ao longo das próximas décadas, precisaremos obter mais de 90% de toda a nossa energia a partir de fontes renováveis ou nucleares.
Embora haja uma série de propostas sobre como podemos responder a estes desafios, nenhuma parece ser realmente viável. Com exceção de satélites movidos a energia solar.
 
 
Benefícios óbvios

Um olhar mais atento a uma solução baseada no espaço traz uma longa lista de vantagens.
Satélites movidos a energia solar não produzem quaisquer gases de efeito estufa, nem ocupam espaço valioso na Terra. E uma vez pagos os custos iniciais, eles seriam relativamente baratos de manter. Os módulos solares usados para a geração de energia solar têm uma vida útil longa, sem mencionar o ROI (retorno sobre o investimento) surpreendente que viria de uma fonte de energia praticamente ilimitada.
Além disso, eles não estão limitados por ciclos dia/noite, pelo tempo/clima, ou pela mudança das estações. E, de fato, eles seriam muito mais eficientes do que qualquer tipo de estação baseada na Terra. A coleta de energia solar no espaço é sete vezes maior (por unidade de área) do que na superfície do planeta. Além disso, a quantidade de energia solar disponível lá em cima é impressionante - na ordem de bilhões de vezes maior do que obtemos hoje - a Terra recebe apenas 1/2.300.000.000 da energia gerada pelo sol. O potencial de escalabilidade é enorme, para dizer o mínimo.
Satélites movidos a energia solar não seriam propensos a ataques terroristas, e reduziriam a pressão geopolítica por petróleo. De acordo com o futurista Keith Henson, a energia solar capturada do espaço pode ser usada para mover veículos, como carros elétricos, ou permitir a produção de combustíveis sintéticos - que, custando um centavo de dólar por quilowatt-hora, resultariam em gasolina que custaria R$0,50 por litro.
Ao mesmo tempo, essa energia solar daria independência energética de verdade para as nações que optarem por implementá-la. E além disso, essa energia poderia ser exportada para qualquer lugar do mundo, e seria especialmente valiosa para áreas isoladas do mundo, incluindo África e Índia.
Por fim, a energia solar capturada no espaço também traria benefícios tremendos para a exploração espacial humana e robótica, incluindo o fornecimento de energia para colônias na Lua, Marte e estações espaciais. Ele poderia também servir como a primeira semente no desenvolvimento de uma Esfera de Dyson - uma matriz de coletores solares que iria cobrir o Sol a uma distância de cerca de 1 UA (unidade astronômica, cerca de 150.000.000 km).

 

Como vai funcionar
No final dos anos 1960, Peter Glaser propôs a ideia de satélites movidos a energia solar (SPS), que ele imaginou como células fotovoltaicas no espaço que poderiam transferir energia sem fio de volta à Terra. Seu projeto exigia uma grande plataforma posicionada no espaço em uma órbita alta, que iria recolher a energia solar e convertê-la em eletricidade. Por sua vez, essa energia seria usada para conduzir uma transmissão sem fio de energia (WPT), que transmitiria a energia solar para estações de recepção na Terra - o que seria composto de grandes antenas receptoras.
Alguns visionários atualizaram a visão de Glaser para incluir o uso de um transmissor de energia sem fio por micro-ondas. Isto envolveria grandes estruturas separadas (como um painel solar e um transmissor) que seriam montados no espaço. Sistemas SPS poderiam também incluir um conceito WPT modular com lasers, envolvendo módulos solares que se automontariam. Outros projetos exigem um conceito WPT SPS de 'estrutura sanduíche' modular, exigindo um número significativo de pequenos módulos solares que seriam montados roboticamente em órbita.
Mas para que isso aconteça, precisamos desenvolver veículos de lançamento ecológicos e de baixo custo. Nós enviaremos os materiais em um elevador espacial, mas enquanto não realizamos isto, nós teremos que criar algo mais eficiente. Felizmente, a SpaceX e outras empresas privadas já estão trabalhando em soluções de lançamento mais eficientes.
Além disso, precisaremos de construção em larga escala e estações em órbita - locais de trabalho no espaço que seriam maiores, mais complexos, e que exigiriam mais energia do que a Estação Espacial Internacional (ISS). Eles permitiriam a produção de grandes painéis simples, fáceis de montar, que consistiriam de várias peças idênticas. No futuro, seria possível até mesmo construir uma frota inteira destes coletores solares usando materiais extraídos de asteroides.
 
Propostas de design

À medida que mais pessoas reconhecem o potencial dos SPS, e à medida que a tecnologia alcança a ideia, foram formuladas uma série de propostas de design. E isso não é mais apenas mera especulação: é algo que está quase pronto para virar realidade.
Por exemplo, o SPS-ALPHA (Satélite de Energia Solar via Agrupamentos por Fase Arbitrariamente Grandes), que está sendo desenvolvido por John Mankins, da NASA. Utilizando uma abordagem 'biomimética', o projeto prevê enormes plataformas construídas a partir de milhares de pequenos elementos, que poderiam fornecer dezenas de milhares de megawatts transmitindo energia sem fio.
Ele faria isso usando uma grande quantidade de espelhos cobertos por uma película fina, e controlados individualmente, colocados na superfície curva de um satélite. Esses espelhos ajustáveis iriam interceptar e redirecionar a luz solar para células fotovoltaicas afixadas atrás do satélite. O lado que aponta para a Terra teria um conjunto de painéis de transmissão de micro-ondas. Eles gerariam um feixe único e de baixa intensidade de radiofrequência, que seria transmitido para a Terra.
E o que é particularmente interessante sobre este conceito é que ele permitiria a construção de um satélite de energia solar que poderia ser montado inteiramente a partir de elementos individuais do sistema que não pesam mais de (50-200 kg), permitindo que todas as peças fossem produzidas em massa a baixo custo.








Prazos
Os SPS têm sido discutidos desde os anos 70, e foram revistos periodicamente por várias partes interessadas no mundo - mas a ideia nunca foi vista como algo rentável ou tecnologicamente viável. Estes sentimentos estão mudando, no entanto.
No ano passado, a Academia Internacional de Astronáutica publicou um relatório exaustivo elogiando os benefícios da energia solar obtida no espaço, exortando a comunidade internacional a tomar a sério essa perspectiva. O relatório contém mais de uma dezena de recomendações sobre como começar, enquanto prevê que a energia solar espacial será tecnicamente viável dentro de 10 a 20 anos, utilizando tecnologias que já existem.
Os autores também notaram que o projeto seria economicamente viável nas próximas décadas, mas em condições específicas que têm a ver com os mercados futuros de energia e da disposição dos governos para começar (o que poderia ser motivado por preocupações ambientais).
Além disso, experimentos de voo serão necessários, assim como a decisão de políticas ou questões regulatórias - o que definitivamente pode levar algum tempo. Nem precisamos mencionar que alguns grupos e indivíduos podem não gostar da ideia de micro-ondas e raios laser atingirem a superfície da Terra - para não mencionar o potencial pesadelo de que essa tecnologia poderia virar uma arma.
E em termos de gastos, a IAA propôs um esquema de partilha de custos em que as nações trabalhariam em conjunto para reduzir o preço - que poderia chegar a um trilhão de dólares.
Mas dados os incríveis benefícios - para não mencionar a enorme necessidade - isso precisa acontecer.






 
 

4 de julho de 2012

Tempestade solar deve atingir a Terra hoje (04/07/2012)


Tempestade solar deve atingir a Terra a partir desta quarta-feira, prevê Nasa.
Nasa mostrou imagens de explosão solar. Fenômeno viaja a 700 km/seg e pode afetar comunicações na Europa.
 





A Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) divulgou imagens de uma explosão solar que ocorreu na segunda-feira (2). Os efeitos do fenômeno, que forma uma série de tempestade, devem ser sentidos na Terra nesta quarta-feira (4).

A tempestade, que segundo a Nasa viaja a uma velocidade estimada de 700 km por segundo, foi causada por uma mudança no campo magnético do Sol. O fenômeno foi considerado pelos cientistas de média intensidade.

Na Terra, as partículas que foram liberadas no espaço podem atrapalhar transmissões de rádio na Europa e intensificar o fenômeno das auroras boreal e austral nos polos do planeta.

Essa é a primeira de uma série de tempestades solares previstas para os próximos dias, de acordo com a Nasa.

1 de maio de 2012

Último voo do protótipo ENTERPRISE





O ônibus espacial Enterprise, um protótipo que jamais viajou ao espaço, chegou nesta sexta-feira (27) a Nova York em um último voo espetacular, acoplado a um Boeing 747 modificado para este fim.

Depois de sobrevoar a Estátua da Liberdade e os arranha-céus de Manhattan, acompanhado ao vivo pelos canais de televisão, a nave aterrissou no aeroporto John F. Kennedy no fim da manhã, de onde será levado para seu destino final, o Museu Marítimo e Aeroespacial Intrepid.

O sobrevoo da nave foi saudado por aplausos e assobios ao longo do rio Hudson, onde centenas de turistas e nova-iorquinos se mostraram emocionados com a ocasião.

"Acho que é a coisa mais legal que já vi. Estou sem palavras", afirmou Leuinda Field, 37 anos, uma professora que levou seu filho de 3 anos para participar deste momento histórico.

O ônibus espacial e o Boeing deixaram Washington nesta sexta-feira, pela manhã.

A nave, um protótipo, foi concluída em 1976 para ser usada para testes de voo atmosférico, mas não numa missão no espaço, ao contrário dos demais cinco ônibus da frota.
Na ocasião, foi lançada num grande evento que contou com a participação dos atores de "Jornada nas Estrelas" ("Star Trek"), uma vez que Enterprise é o mesmo nome da nave espacial usada nas missões do capitão Kirk e sr. Spock, os heróis do seriado criado por Gene Roddenberry na década de 1960.

Depois, o Enterprise virou uma atração turística.

"Várias semanas após a chegada, o Enterprise será desacoplado do 747 e colocado em uma barcaça que será puxada por rebocadores pelo rio Hudson ao Museu Marítimo e Aeroespacial Intrepid", informou a Nasa em um comunicado.

As viagens finais dos outros ônibus espaciais também atraíram uma multidão de fãs.

O Discovery se tornou, no dia 19 de abril, o primeiro ônibus espacial da antiga frota da Nasa a entrar em um museu, com uma festa com honras militares que marcou o fim de um programa de três décadas de voos espaciais tripulados. O Discovery também realizou uma espetacular despedida sobrevoando a capital americana carregado por um Boeing 747, procedente da Flórida.

Nos próximos meses será a vez do Endeavour e do Atlantis. O Endeavour será levado do Centro Espacial Kennedy para o Centro de Ciências da Califórnia, em Los Angeles.

O Atlantis, que ainda está na Flórida, será exibido no próprio Centro Kennedy.

Os outros dois ônibus espaciais da frota, o Challenger e o Columbia, foram destruídos em acidentes. O Challenger explodiu pouco depois do lançamento, em 1986, e o Columbia se desintegrou durante a reentrada na atmosfera, em 2003. Os dois desastres mataram todos os tripulantes a bordo.

Com o encerramento do programa do ônibus espacial, em julho de 2011, a Rússia ficou como único país capaz de enviar astronautas ao espaço.

8 de abril de 2012

Novo Planetário em Santo André = SP.




São Paulo - O planetário mais moderno do Brasil foi inaugurado quarta-feira em Santo André, no ABC paulista. Localizado na Sabina Escola Parque do Conhecimento, tem um sistema único de projeção ótica digital, com dois equipamentos integrados que, de forma sincronizada, garantem ao espectador uma visão em 360 graus do espaço.
A previsão inicial era de que o equipamento fosse inaugurado em 2008, mas só agora tudo ficou pronto - entre outros problemas, houve atraso na liberação dos equipamentos na alfândega.
Com uma cúpula de 18 metros, trata-se do segundo maior planetário do Brasil em operação, ficando atrás apenas do planetário do Rio (23 metros), e igualando o do Ibirapuera. Quem for conferir o planetário poderá ver a reprodução de 6 mil estrelas ao mesmo tempo, com brilho, cores e cintilações muito semelhantes ao natural.
O projetor instalado no planetário foi fabricado pela empresa alemã Carl Zeiss e usa um sofisticado sistema de automação eletromecânica, combinado com aparato ótico de alta qualidade. Graças a esse mecanismo, as estrelas e os planetas são projetados sobre uma cúpula em formato hemisférico. Acomodada em 247 poltronas - e 13 espaços para cadeirantes -, a plateia tem a sensação de observar o céu de uma maneira muito próxima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

25 de março de 2012

O Sol da meia-noite na Noruega





O sol da meia-noite é um fenômeno natural que ocorre nos meses de verão em latitudes norte e nas proximidades ao sul do Círculo Polar Ártico , e ao sul e próxima ao norte do Círculo Polar Antártico.

O eixo de rotação da Terra tem uma inclinação média de climas diferentes e bem distintos em media 68º 617’115" ou seja 68º e 4/12,000 em relação ao plano da América em torno do Sol corresponde à distância , a denominada
eclítica , isto é máximo que resulta da intersecção do plano da órbita aparente solar com a esfera celeste. Dado que a Terra, resultante da sua rotação devido ao efeito giroscópio mantém o seu eixo (se descontarmos as oscilações de longo período do próprio eixo de rotação) no decorrer de um ano a mesma posição inclinada 89,4º em relação às estrelas de fim
o que faz com que a projeção dos raios do sol deslocar-se anualmente para norte e sul do
Equador, dandoorigem às estações do ano.


No processo atrás descrito, quando a posição aparente do Sol é tal que o somatório da sua declinação (d), isto é o arco do meridiano do astro compreendido entre o equador e o centro do disco solar, com a latitude do lugar é igual ou superior a 90º, o Sol nunca desce abaixo do horizonte do lugar, descrevendo uma trajetória no céu que tem o seu ponto mais elevado sobre o meridiano do lugar e o mais baixo do lado oposto (isto é na posição em que faz um ângulo de 180º com esse meridiano). Ora como a declinação máxima do sol corresponde à sua posição sobre cada um dos trópicos (a 23º 27’ N ou S, consoante seja o Trópico de Câncer ou o Trópico deCapricórnio, respectivamente), tal significa que:





Determinantes astronômicas do período de sol da meia-noite.
Nos dias
equinociais, isto é, quando a declinação do Sol é 0º (d = 0º), o dia e a noite são iguais em todo o planeta, já que a soma da declinação com a latitude apenas atinge 90º sobre o ponto exato do polo. Quando o Sol inicia a sua subida em direção ao trópico respectivo (Câncer ou Capricórnio consoante estejamos a referir o verão do hemisfério norte ou do hemisfério sul), isto é, se aproxima do solstício respectivo, vai crescendo a partir do polo em direção ao equador a calota em que o sol nunca se põe, isto é, onde o sol da meia-noite é visível: essa calota corresponde sempre à zona cuja latitude é igual ou superior a (90º - d), sendo esta a declinação do Sol naquele dia.
Quando o Sol atinge o trópico, isto é a declinação atinge os 23º27’, a diferença de 90º para este ângulo (os tais 90º - d) é de 66º 33’, ou seja, a latitude correspondente ao círculo polar respectivo. Nesse dia, o sol da meia-noite será visto no círculo polar, atingindo a área de visibilidade em sua máxima extensão de sua cauda.