11 de setembro de 2010

Bacias Hidrográficas Brasileiras

Principais Bacias Hidrográficas









A Bacia Amazônica




O rio Negro - é o principal tributário do rio Solimões-Amazonas (Rio Amazonas) e da sua confluência com o Solimões até as cabeceiras tem um comprimento de 1.500 km. A bacia do rio Negro ocupa aproximadamente 10% da bacia Amazônica.
A Bacia Amazônica, é a de maior superfície de água do mundo, 3.889.489,6 km². Esta bacia é caracterizada pelo rio Amazonas, seus tributários e os lagos de várzea que interagem com os rios. As flutuações no nível da água, são uma importante função de força que dirige o funcionamento ecológico do sistema. Durante o período de nível alto dos rios, todo o sistema sofre inundação. Os rios e a várzea do Amazonas constituem um complexo de canais, rios, lagos, ilhas, depressões, permanentemente modificadas pela sedimentação e transporte de sólidos em suspensão, influenciando também a sucessão da vegetação terrestre pela constante modificação, remoção e deposição de material nos solos.
O rio Amazonas - com 6.515 km de extensão, tem mais de sete mil afluentes. É o segundo do planeta em comprimento e o primeiro em vazão de água, 100 mil m³ por segundo.Nasce no planalto de La Raya, no Perú, com o nome de Vilcanota, e ao longo de seu percurso recebe ainda os nomes de Ucaiali, Urubanda e Marañon. No Brasil recebe primeiramente o nome de Solimões, e, a partir da confluência com o rio Negro, próximo à cidade de Manaus, capital do Amazonas passa a ser chamado de rio Amazonas. Embora seja uma bacia de planície, com 23 mil km navegáveis, a bacia Amazônica aparesenta também grande potencial hidrelétrico.
O rio Negro - é o principal tributário do rio Solimões-Amazonas (Rio Amazonas) e da sua confluência com o Solimões até as cabeceiras tem um comprimento de 1.500 km. A bacia do rio Negro ocupa aproximadamente 10% da bacia Amazônica.
As águas pretas do Rio Negro apresentam pH ácido (3.8 - 5.8), são de baixa produtividade primária. A flutuação de nível do Rio Negro é de 9 - 12 metros anualmente. O rio Negro possui, canais, áreas alagadas de várzea, praias, cataratas e substratos rochosos, canais dendríticos, bancos de terra firme. As águas do rio Negro são pobres em nutrientes e ligeiramente ácidas. O processo de coevolução das florestas com os peixes, produziu um sistema de alta diversidade com uma estimativa de mais de 700 espécies. A alta diverisidade pode ser atribuída, em parte, a esta interação flora-fauna dos peixes.
Três mecanismos fundamentais devem ser enfatizados na ecologia e limnologia da bacia Amazônica e seus tributários: as flutuações de nível e as interações dinâmicas entre os rios e os lagos; a natureza dinâmica em permanente alteração dos lagos produzida pela dinâmica dos rios; o contato permanente entre as comunidades aquáticas e a floresta inundada. A área total das várzeas inundáveis do Amazonas é de aproximadamente 300.000 km2.

A Bacia do Rio São Francisco



Os principais reservatórios do rio São Francisco, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó produzem energia hidrelétrica e se transformam em pólos regionais de desenvolvimento.
O rio São Francisco nasce no estado de Minas Gerais, na serra da Canastra a uma altitude de 1.600 metros e desloca-se 2.700 km para o Nordeste. O rio desloca-se, em grande parte no semi-árido do Nordeste, tendo uma grande importância regional dos pontos de vista ecológico, econômico e social. Atualmente, os grandes aproveitamentos hidrelétricos, a irrigação, navegação, suprimento de água, pesca e aquicultura constituem os principais usos deste rio e de suas barragens. A bacia hidrográfica do São Francisco tem, aproximadamente 640.000 km, estende-se por regiões com climas úmidos, semi-árido, e árido; a bacia pode ser subdividida em quatro principais sub-bacias Alto, Médio, Sub-Médio e Baixo São Francisco. Muitos tributários do rio São Francisco são perenes, bem como o próprio São Francisco. No Médio São Francisco há tributários temporários na margem direita, onde predomina também a caatinga como vegetação. Na parte mais baixa do médio São Francisco a agricultura irrigada é predominantemente com fruticultura de exportação e produção hortícola.
Os principais reservatórios do rio São Francisco, Sobradinho, Itaparica, Paulo Afonso e Xingó produzem energia hidrelétrica e se transformam em pólos regionais de desenvolvimento, com a intensificação de usos múltiplos nos últimos 10 anos: aquacultura, irrigação, suprimento de água, turismo e recreação, pesca comercial e pesca esportiva. Os dados para a represa de Xingó, indicam um reservatório pouco eutrofizado, mas com evidências claras de efeitos ambientais resultantes dos usos das bacias hidrográficas, principalmente na qualidade da água.
A vegetação da bacia do baixo São Francisco é predominantemente cerrado e Floresta Atlântica. O baixo São Francisco tem clima úmido, porém com tributários que provêm do semi-árido. A descarga anual do rio São Francisco é de 94.000.000 mil m3. O fluxo varia de 2.100 a 2.800 m3/s com cerca de 3.000 m3/s próximo à foz. Estes fluxos são naturais, ocorrendo atualmente regularizações através dos reservatórios, para otimização dos usos das cheias.
O rio São Francisco tem uma enorme importância regional, e pode ser considerado como um dos principais fatores de desenvolvimento no Nordeste. Através de inúmeros planos de desenvolvimento, um conjunto de idéias de grande porte foi sendo construído, de tal forma que um plano integrado de desenvolvimento, envolvendo agências de governo federal, governos estaduais, iniciativa privada foi gerado. Este plano, que incorpora várias idéias e projetos anteriores, enfatiza e propõe a promoção dos seguintes aspectos fundamentais do gerenciamente da bacia hidrográfica:
• monitoramento e controle da qualidade das águas;
• avaliação permanente dos impactos;
• preparação de diagnósticos adequados;
• recuperação das matas de galeria;
• disciplinamento os usos da água;
• proteção ambiental da bacia;
• implementação de parques, reservas florestais e áreas de proteção ambiental;
• articulação das atividades ambientais e integração com os usos do sistema;
• ampliação do banco de dados hidrológico, meteorológico, ecológico, sociólogo, geomorfológico e econômico da bacia hidrográfica;
• estabelecimento de uma autoridade de bacia hidrográfica para implantar os projetos;
• estudos detalhados integrados sobre o projeto de transposição das águas do rio São Francisco, e seu impacto na bacia e em outras bacias hidrográficas.
• implementação de parques, reservas florestais e áreas de proteção ambiental;
• articulação das atividades ambientais e integração com os usos do sistema;
• ampliação do banco de dados hidrológico, meteorológico, ecológico, sociólogo, geomorfológico e econômico da bacia hidrográfica;
• estabelecimento de uma autoridade de bacia hidrográfica para implantar os projetos;
• estudos detalhados integrados sobre o projeto de transposição das águas do rio São Francisco, e seu impacto na bacia e em outras bacias hidrográficas.






A Bacia do Rio Paraná.



O rio Paraná ('parecido com o mar', do tupi para (mar) e na (se parece com) é um rio sul-americano que nasce entre os estados de São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, no Brasil, na confluência de dois importantes rios brasileiros: o Grande e Paranaíba. O Rio Paraná corre aproximadamente no eixo central da Bacia do Paraná, uma ampla bacia sedimentar.
Em seu percurso, banha também o estado do Paraná, adquirindo uma extensão total de 3.998 km, que lhe renderia o posto de o nono rio mais extenso do mundo, caso fosse contado o trecho do rio Paranaíba. O rio Paraná demarca a fronteira entre Brasil e Paraguai numa extensão de 190 km até à foz do rio Iguaçu.
A partir de Foz do Iguaçu, o rio muda para direção oeste e passa a ser o limite natural entre Argentina e Paraguai. Na confluência do rio Paraguai o rio entra inteiramente em terras argentinas e passa a percorrer a direção sul, desaguando no delta do Paraná e, conseqüentemente, no Rio da Prata.
A sua vazão na foz, de 16.000 m³/s, é comparável à de rios como o rio Mississippi (18.000 m³/s) e o rio Ganges(16.000 m³/s).
No trecho brasileiro há a barragem de Jupiá, que está localizada a 21 quilômetros da confluência com o rio Tietê, assim como também a barragem de Ilha Solteira, enquanto na fronteira do Paraguai com o Brasil está a usina-barragem de Itaipu, e na fronteira entre a Argentina e o Paraguai, Yacyretá. As duas hidroelétricas fornecem 99% da eletricidade do Paraguai (90% só de Itaipú), e fazem do país o maior exportador de eletricidade do mundo.
A floresta tropical e subtropical que antes ocupava boa parte da bacia do Paraná encontra-se largamente extinta; a área mais preservada encontra-se na província argentina de Misiones.


A Bacia dos Rios Tocantins-Araguaia




A bacia do Tocantins-Araguaia é uma bacia hidrográfica do Brasil.
É composta pelo conjunto hídrico de todas as águas que drenam para o rio Araguaia.
A bacia do rio Araguaia, com área de 86.109 km², está situada a noroeste do Estado e abriga 49 municípios de Goiás, entre eles, São Miguel do Araguaia, Crixás e Cidade de Goiás.
O rio Araguaia nasce na serra do Caiapó no paralelo 18º, na divisa de Goiás com o Mato Grosso a uma altitude de 850 m e percorre uma extensão de 2.115 km, até desa¬guar no rio Tocantins. Sua bacia de captação e drenagem totaliza 382.000 km².
Os principais afluentes dentro do territó¬rio Goiano são: rio Água Limpa, rio Babilônia, rio Caiapó, rio Claro, rio Crixás Acú, rio Crixás Mirim, rio do Peixe I, rio do Peixe II, rio Pintado, rio Matrixã , rio Vermelho.
O clima é de natureza continental tropical, devido à sua posição continental, não sofrendo o efeito direto da confluência intertropical. Apresenta-se semi-úmido com tendência a úmido caracterizando-se, segundo Koppen, no tipo AW, de savanas tropicais, com quatro a cinco meses secos.
As características climatológicas predominantes da região são:
• Precipitação média anual se situa em cerca de 1.600 mm;
• Período chuvoso é de outubro a abril, com maio sendo o mês de transição para o período seco que vai de ju¬nho a setembro.
As temperaturas médias anuais na região diminuem à medida que aumenta a latitude, situando-se, para as ba¬cias dos rios Javaés e Formoso, entre os valores de 24 e 25 °C. As baixas amplitudes térmicas verificadas são devido às características topográficas da região, tipicamente de planície.
Os municípios que compõem a Bacia do rio Araguaia (49 municípios) são: Alto Horizonte, Amaralina, Amorinópolis, Aragarças, Araguapaz, Arenópolis, Aruanã, Aurilândia, Baliza, Bom Jardim de Goiás, Bonópolis, Britânia, Buriti de Goiás, Cachoeira de Goiás, Caiapônia, Campos Verdes de Goiás, Córrego do Ouro, Crixás, Diorama, Doverlândia, Faina, Fazenda Nova, Goiás, Guaraíta, Guarinos, Iporá, Israelândia, Itapirapuã, Ivolândia, Jaupaci, Jussara, Matrinchã, Moiporá, Montes Claros de Goiás, Mossâmedes, Mozarlândia, Mundo Novo, Nova Crixás, Nova Iguaçu de Goiás, Novo Brasil, Novo Planalto, Palestina de Goiás, Piranhas, Sanclerlândia, Santa Fé de Goiás, Santa Rita do Araguaia, Santa Terezinha de Goiás, São Miguel do Araguaia e Uirapuru


Bacias Hidrográficas Secundárias

A bacia do Atlântico Nordeste Oriental é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
Possui uma área de 287.348 km², abrangendo em seu território 5 estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, com suas respectivas capitais; Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Maceió.
Esta região sofreu, ao longo da história brasileira, grandes pressões antrópicas, responsáveis não só pelo desmatamento da Mata Atlântica para implantação da cultura de cana-de-açúcar, como também pela degradação dos manguezais e lagoas da zona costeira decorrente do avanço da urbanização e pela devastação da caatinga em virtude da expansão da atividade pecuária no sertão brasileiro.
A Bacia do Atlântico Nordeste Oriental caracteriza-se pela ausência de grandes rios, configurando um cenário de baixa disponibilidade hídrica com relação às demandas, principalmente em períodos de estiagem.
A vazão média conjunta da bacia é de cerca de 813 m³/s. Destacam-se os rios Capibaribe, Paraíba, Jaguaribe, Acaraú e Una.

A bacia do Atlântico Sudeste é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
Possui uma área de 229.972 km², distribuída por terras dos estados do Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e o litoral do Paraná.
As principais bacias hidrográficas desta região são as dos rios Doce, Itapemirim e Paraíba do Sul. Outras bacias inseridas na região do Atlântico Sudeste são as dos rios São Mateus, Itapemirim, Itabapoana e Ribeira de Iguape.
A região do Atlântico Sudeste é caracterizada por seu expressivo contingente populacional, localizando-se numa das regiões mais industrializadas e urbanizadas do Brasil. Possui importantes adensamentos populacionais, dentre os quais se destacam as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, de Vitória e da Baixada Santista, chegando a ultrapassar 13.000 hab./km² em São João de Meriti (Baixada Fluminense).
O bioma principal da região é a Mata Atlântica, já fortemente desmatada. As áreas de maior conservação deste bioma encontram-se nas enconstas das serras do Mar e da Mantiqueira nos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro. As áreas de maior degradação ambiental da região hidrográfica do Atlântico Sudeste são as baías de Santos, da Guanabara e de Vitória.

A bacia do Atlântico Sul é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro.
A região hidrográfica do Atlântico Sul inicia-se próxima à divisa dos estados de São Paulo e do Paraná, estendendo-se até o Arroio Chuí, no Rio Grande do Sul. A área total da região é de 185.856 km², abrangendo terras de 451 municípios, dos quais se destacam Paranaguá, Joinville, Florianópolis, Caxias do Sul, Pelotas e a Região Metropolitana de Porto Alegre.
Na região hidrográfica Atlântico Sul predominam rios de pequeno porte que correm diretamente para o Oceano Atlântico. As principais exceções são os rios Itajaí e Capivari, em Santa Catarina, que apresentam maior volume de água. Na região do Rio Grande do Sul ocorrem rios de grande porte como o Taquari-Antas, Jacuí, Vacacaí e Camaquã, ligados aos sistemas lagunares da Lagoa Mirim e Lagoa dos Patos.
O principal bioma da região é a Mata Atlântica, muito desmatada pela ocupação humana. Também podem ser encontradas manchas de Mata de Araucária em áreas acima de 600m de altitude. Na costa litorânea, ocorrem manguezais e restingas.

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